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Windows 7 deve permanecer como o mais usado até o começo de 2019
Windows 7 deve permanecer como o mais usado até o começo de 2019
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Windows 7 deve permanecer como o mais usado até o começo de 2019

Segundo a Net Applications, Windows 7 adicionou 0,1 ponto percentual em sua base em abril, enquanto que o Windows 10 permaneceu estável no último mês.

Computerworld / EUA

04/05/2018 às 12h29

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Foto:

As situações do Windows 7 e do Windows 10 permaneceram confusas em abril, de acordo com a empresa de pesquisas Net Applications. Isso porque os progressos esperados – crescimento do Windows 10 e queda do Windows 7 – ficaram mais uma vez invertidos.

Segundo dados da companhia, o Windows 7 adicionou pouco mais de 0,1 ponto percentual em sua base de usuários em abril, encerrando o mês com 43,6% de todos os PCs do mundo e 49,3% de todas as máquinas Windows – o segundo número é maior do que o primeiro porque o Windows responde por 88,4% de todos os sistemas no mercado, não 100%.)

Enquanto isso, o Windows 10 ficou estável no mês passado, respondendo por 33,8% de todos os computadores do mundo e 38,2% dos PCs rodando alguma versão do Windows.

Os dados mais recentes da Net Applications mantêm a tendência registrada em março, quando a empresa de pesquisas disse que o Windows 10 tinha registrado a sua maior queda na história e o já antigo Windows 7 registrou o seu maior crescimento desde o meio de 2015.

O que está acontecendo?

Apesar de ser possível que esses números reflitam uma nova onda de adoção do Windows 7 no mundo real e uma ligeira aposentadoria de máquinas Windows 10, isso é um tanto improvável. 

Em vez disso, os números provavelmente refletem uma outra “limpeza” feita recentemente pela Net Applications, que excluiu tráfego de bots dos seus dados em novembro do ano passado e repetiu a dose agora em fevereiro.

Nas duas oportunidades, a companhia se livrou do tráfego gerado por bots que pode distorcer os resultados. Essas ferramentas baseadas em softwares costumam ser implementadas por criminosos e golpistas, que programam os scripts automatizados dos bots para imitar o comportamento humano on-line, geralmente com objetivos de fraudes relacionadas a cliques em anúncios. 

“Os bots podem causar uma distorção significativa dos dados”, afirmou a Nert Applications no ano passado. “Já vimos situações em que o tráfego de determinados países grandes é quase que completamente tráfego de bots. Em outros países, os fraudadores de anúncios geram tráfego que engana determinadas tecnologias para gerar cliques de alto valor. Ou favorecem de forma significativa uma plataforma ou navegador em particular.”

A Net Applications aponta que dados livres de bots são mais precisos porque são uma medida do que os usuários reais estão fazendo e não do que os golpistas fingindo ser usuários estão fazendo. 

Mas, ao contrário da limpeza feita pela Net Applications em novembro, essa nova exclusão de bots não foi muito boa para a Microsoft. O esforço no fim do ano passado excluiu uma boa fatia de usuários do Windows 7 e adicionou pontos ao Windows 10, uma notícia que se encaixa na mensagem da Microsoft de que os consumidores estão rapidamente trocando o sistema antigo em troca do mais recente. No entanto, essa limpeza em fevereiro não seguiu o script. 

Adiamento

As alterações nos números acabaram adiando o ponto em que o Windows 10 deverá superar o Windows 7 em usuários – de dezembro de 2018 para fevereiro de 2019 – o que pode ser perigoso, já que provavelmente teremos muitas pessoas usando uma plataforma sem patches quando o Windows 7 for oficialmente aposentado em janeiro de 2020. 

A linha mais recente de tendência aponta que no final deste ano, apenas 12 meses antes da aposentadoria do Windows 7, o Windows 10 estará em 45% de todos os sistemas Windows, enquanto que o Windows 7 estará em 47% das máquinas com o sistema da Microsoft.

Macs

O levantamento da Net Applications também aponta que o macOS, da Apple, registrou um aumento de 0,2 ponto percentual em abril, fechando o último mês com 9,2% de participação no mercado – uma boa notícia para a empresa de Cupertino, cujo sistema tinha recuado 1 ponto percentual em março.

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