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WhatsApp admite disparo automatizado de mensagens nas eleições 2018
WhatsApp admite disparo automatizado de mensagens nas eleições 2018
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WhatsApp admite disparo automatizado de mensagens nas eleições 2018

É a primeira vez que aplicativo afirma ter sido usado para disparar mensagens de forma automática durante campanha presidencial no Brasil

Da Redação

08/10/2019 às 19h48

Foto: Shutterstock

O WhatsApp admitiu, pela primeira vez, que o mensageiro foi usado para fazer o disparo massivo de mensagens durante a campanha eleitoral para presidência em 2018, afirma reportagem da Folha de S. Paulo.

“Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios massivos de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, disse Ben Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, em palestra no Festival Gabo, na Colômbia.

Em outubro do ano passado, uma série de reportagens da Folha revelou que, durante a campanha eleitoral, foram contratadas agências de marketing que empregaram sistemas automatizados de disparo de mensagens políticas pelo WhatsApp. Segundo a Folha de S.Paulo, empresários apoiadores do então candidato Jair Bolsonaro (PSL) também bancaram o disparo de mensagens em massa contra o adversário petista Fernando Haddad. E, ao não declararem esses gastos à Justiça Eleitoral, configuram crime de Caixa 2. Por lei, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não permite o uso de ferramentas de automatização.

Supple, executivo do WhatsApp, ainda sugere que o resultado das eleições, ou seja, a vitória de Bolsonaro, foi influenciado pelas fake news transmitidas massivamente através do aplicativo. “Sempre soubemos que a eleição brasileira seria um desafio. Era uma eleição muito polarizada e as condições eram ideais para a disseminação de desinformação”, afirmou Supple.

Para o executivo, entretanto, fazer campanha política no WhatsApp não seria crime, “desde que se respeitem todos os termos de uso [que vedam automação e envio massivo]. Todos estão sujeitos aos mesmos critérios, não importa se quem usa é um candidato à presidência ou um camponês do interior da Índia”, mas condenou grupos públicos de conteúdo político.

 

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