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Transformação digital humanizada é proposta do Movimento Brasil Digital
Transformação digital humanizada é proposta do Movimento Brasil Digital
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Transformação digital humanizada é proposta do Movimento Brasil Digital

Iniciativa multissetorial reúne 26 empresas, avalia situação digital e contribui para a transformação nacional

Déborah Oliveira

02/08/2018 às 16h34

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Legenda:

Transformar o Brasil em uma nação inovadora e inclusiva. Essa é a proposta do Movimento Brasil Digital, resultado de uma parceria entre o Pacto Empresarial Brasileiro pela Digitalização Humanizada do Trabalho, promovido pela EDP, EY, Korn Ferry e Fiap, e o Manifesto Nação Digital, liderado pela IT Mídia e Fundação Dom Cabral (FDC). 

A iniciativa busca apoiar a construção de um novo futuro para o Brasil e já conta com 26 empresas participantes. São elas: Accenture, GPA, ArcelorMittal, Great Place to Work, Autopass, IBM, CI&T, IT Mídia, Cielo, Korn Ferry, Cisco, Microsoft, EDP, Oracle, Embratel, Petrobras, EY, Sabin, FDC, Serasa Experian, Fiap, Hospital Sírio-Libanês, Globo.com, Whirlpool, Gol e ZUP.

“Estamos falando do engajamento pelo crescimento do Brasil em prol da competitividade, do emprego. Inovação significa gerar resultados e negócios para as empresas e para as pessoas. Queremos participar de maneira relevante da quarta revolução industrial”, afirmou Adelson de Sousa, presidente da IT Mídia, em coletiva de imprensa para apresentar o Movimento. 

O executivo explicou que todo o trabalho do Movimento gira em torno de melhorar a posição do Brasil no ranking de competitividade digital, colocando inovação e tecnologia no centro da estratégia do País. Além disso, disse, a proposta é contribuir para a preparação da sociedade para as profissões e ocupações do futuro, promovendo uma digitalização humanizada.

Sousa explicou que o Movimento atua com base desenvolvimento digital em quatro dimensões estruturais: educação, empreendedorismo, infraestrutura, governo, além da inclusão, que é transversal.

“Há uma revolução chegando e a tecnologia tem de estar no centro da estratégia do Brasil. O Movimento nasceu com o propósito de olhar para o mundo e entender como as nações estão se preparando para a transformação digital”, enfatizou. “Entendemos que há várias iniciativas no Brasil para fomentar essa mudança, mas nossa proposta é multissetorial e levou em consideração os levantamentos já feitos por entidades, associações e governo”, completou. 

Em busca de competitividade

Silvio Genesini, presidente do Comitê Executivo do Movimento Brasil Digital, ressaltou que dados do World Digital Competitiveness Ranking 2018 apontam que Brasil está na 57ª posição no índice de competitividade, quase na lanterna. Na lista, Estados Unidos ocupa o primeiro lugar, Suécia o segundo e Singapura o terceiro. Em itens como conhecimento, talentos, treinamento e educação e concentração científica o Brasil está caindo em desempenho, revela o levantamento. “Temos uma ameaça, mas há uma oportunidade de mudar esse cenário”, assinalou o executivo.

Olhando para oito países que estão avançando em economia digital, a pesquisa do Movimento Brasil Digital, então, conduzida pela FDC, posicionou as nações em quatro Tiers. Para se ter uma ideia, no Tier 1 estão países como Estados Unidos e Canadá, bastante avançados no tema, e no Tier 4, ao lado do Brasil, México e Índia.

Além do estudo da FDC, o Movimentou fez dois workshops com CEOs das empresas participantes para gerar um resumo e a base das propostas de País que serão geradas e apresentadas aos candidatos à presidência.

Princípios

Antes de ganhar corpo e transformar-se em Movimento, a iniciativa do Pacto levantou dez princípios para uma digitalização humanizada, como humanização, considerando sempre o fator humano na tomada de decisão sobre tecnologia, criando condições para que se fortaleça a capacidade de adaptação ao novo paradigma organizacional, e liderança, buscando soluções e engajamento das partes interessadas na promoção da digitalização humanizada do trabalho. Os outros princípios incluem integração, equilíbrio, capacitação, inclusão, conhecimento, transparência, segurança e compliance.

“Esse princípios passaram a nortear o Movimento e todas as empresas associadas firmaram um compromisso para desenvolver projetos e atividades com base nos dez princípios mapeados pelo Movimento até 2025”, afirmou Sousa.

Próximos passos

Genesini relatou que o Movimento iniciará nos próximos dias uma agenda extensa de conversas com os candidatos à presidência para fomentar a inclusão dos temas do Movimento na proposta de País. “Candidatos falam de previdência, planejamento tributário, que são ações importantes, mas de curto prazo. Queremos insistir que precisamos tratar disso e incluir o Brasil no mundo novo da quarta revolução industrial”, comentou ele. “O Movimento é apartidário e vamos, assim, trabalhar para influenciar os presidenciáveis”, completou Sousa.

O Movimento atua como um grande “guarda-chuva”, para conectar e orquestrar as iniciativas digitais que estão em andamento, e continuará fazendo pressão após a eleição para que iniciativas e políticas públicas saiam do papel.

Segundo o presidente da IT Mídia, objetivos de curto prazo, para 2020, serão desenhados, mas os de médio e longo prazos também, até 2025. “Quando pensamos em objetivos de longo prazo, tem muitas oportunidades. Temos 14 milhões de desempregados e 750 mil vagas abertas até 2020 em profissões ligadas à tecnologia. Por que não formar 1 milhão de programadores até 2020”, exemplificou.

Esse objetivo é perfeitamente possível, revelou, uma vez que cada vez mais o Brasil usa a internet como forma de comunicação. Por aqui, 60% dos lares brasileiros com acesso à internet e 81% das escolas públicas com laboratório de informática. “Podemos usar o ensino a distância para formar de forma massiva. Temos grandes empresas nesse grupo que podem fazer isso”, justificou. 

Para Sousa, esse é apenas o começo de um extenso trabalho que busca a formação de uma sociedade que cria oportunidades de emprego com base na tecnologia, uma ação extremamente urgente. 

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