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Positivo é alvo ‘muito atraente’ para empresas estrangeiras, explica analista
Positivo é alvo ‘muito atraente’ para empresas estrangeiras, explica analista
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Positivo é alvo ‘muito atraente’ para empresas estrangeiras, explica analista

São Paulo - Investidores esperam lucrar com possível venda da empresa para fabricante internacional de PCs. Ações fecharam em alta de 46,1%.

Pedro Marques, editor assistente do IDG Now!

09/12/2008 às 18h49

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As ações da Positivo Informática, fabricante de computadores do Paraná, fecharam em 9 reais nesta terça-feira (09/12), uma alta de 46,1% em relação ao fechamento do dia anterior. Uma forte expectativa de que a empresa será vendida para um grande grupo internacional do setor é o motivo por trás da disparada, conforme explicou em entrevista ao IDG Now! Alan Cardoso, analista da Ágora Corretora.

Segundo Cardoso, o volume de negócios da empresa (em reais) foi bem significativo ao longo do dia, o que demonstra que “muitos investidores estão apostando num ganho que pode vir com a venda da empresa”. Hoje, o volume negociado em bolsa foi de 8,1 milhões de reais. Para se ter uma idéia, nos últimos 21 dias úteis, o volume médio foi de 1,6 milhão de reais.

A fabricante, que observou uma queda de quase 90% em suas ações ao longo do ano, retomou o fôlego por conta de uma notícias sobre o interesse das empresas Lenovo e Dell em adquirir a companhia, que lidera o mercado brasileiro de PCs há quatro anos, com 13,2% de participação.

Barreiras para aquisição
Apesar da alta, Cardoso explica que existem alguns empecilhos para a venda imediata da companhia. O primeiro é o valor de mercado em bolsa da empresa, que está bem abaixo de 2007, quando a empresa fechou o ano valendo 43,49 reais por ação. Segundo Cardoso, a empresa não tem necessidade imediata de caixa e, por isso, seus acionistas podem recusar uma oferta que considerarem ruim.

Outro ponto é o estatuto social da empresa. “Existem algumas regras que definem que o preço mínimo de venda deve ser o maior preço dos últimos 24 meses”, disse. E isso elevaria em muito o valor da empresa.

Por outro lado, Cardoso destaca que a empresa “é um alvo muito atraente”, porque é dominante no mercado de varejo e conta com uma boa rede de distribuição e assistência técnica. “É um canal muito interessante para quem quer entrar com força no varejo.”

A alta do dólar no Brasil também cria oportunidades interessantes para empresas multinacionais.  “A desvalorização do câmbio, com o dólar no patamar de 2,50, tornou a companhia muito mais barata”, afirmou. “Agora, depende só de saber de como estão ajustadas as expectativas dos controladores da empresa.”

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