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O futuro do Facebook: de experiências privadas a um novo modelo de negócios
O futuro do Facebook: de experiências privadas a um novo modelo de negócios
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O futuro do Facebook: de experiências privadas a um novo modelo de negócios

Zuckerberg reconheceu problemas de privacidade e apresentou os primeiros passos para um futuro centrado em comunicações mais restritas

Da Redação

06/05/2019 às 16h00

Foto: Shutterstock

Na semana passada, Mark Zuckerberg anunciou na abertura do encontro anual do Facebook com desenvolvedores, o F8, que “O futuro é privado”. No evento realizado na Califórnia (EUA), o executivo reconheceu que a empresa “não tem a melhor reputação” quanto à privacidade no momento, mas demonstrou que a empresa quer virar o jogo.

Diante de diversas acusações de violação de privacidade nos últimos meses, a rede social almeja tornar sua plataforma um espaço para que grupos e indivíduos compartilhem mensagens criptografadas de ponta a ponta. Para isso, Zuckerberg prometeu que o Messenger será em breve o aplicativo de conversas mais rápido do mercado e passará a ser o ponto central de comunicação do Facebook. Os planos incluem novas funcionalidades no app, ainda não reveladas, integração com WhatsApp e Instagram e uma versão para desktop.

Essa visão priorizaria mais as comunicações privadas do que o Feed de Notícias, o que em tese poderia prejudicar a principal fonte de rentabilização da companhia, a comercialização de anúncios. No entanto, considerando que a rede social foi invadida por fake news nos últimos tempos e que ela tem sido cada vez menos acessada por usuário mais jovens, o Facebook claramente dá sinais de que o foco de seus negócios será outro no futuro.

Basta olhar para a criação do Facebook Marketplace e do app Messenger, para a compra do WhatsApp e para projetos que estão no radar da empresa, como uso de criptomoedas. Isso demonstra que a companhia parece querer fazer do Messenger algo parecido como o app chinês multiplataforma WeChat. Em suma, um jardim murado utilizado para comunicações corporativas e pessoais, que concentraria funções de e-commerce e seria capaz de substituir o uso de cartões de crédito.

Isso seria não apenas lucrativo, mas também diminuiria os efeitos regulatórios sob o Messenger, já que o Facebook poderia argumentar que não monitora as mensagens nem o conteúdo compartilhado no app, priorizando a preservação da privacidade das pessoas.

O futuro do Facebook parece não incluir propriamente o Facebook, e sim o Instagram como a principal mídia social, enquanto os apps Messenger e WhatsApp dominariam as comunicações e transações bilionárias de e-commerce.

Parece viável? Sim, especialmente se considerarmos que isso tornaria o negócio da empresa mais resistente à regulamentação e menos propenso a intimações para testemunhar diante das autoridades. Permitir comunicações e experiências mais íntimas pode significar o primeiro passo para as futuras mudanças anunciadas por Zuckerberg.

 

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