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NASA desenvolve robô-origami que ajudará na exploração de Marte

Robôs têm o tamanho da palma da mão e rodas que se dobram sobre si. Expectativa é que dispositivos sejam enviados com próximo rover em 2020

IDG News Service

27/03/2017 às 17h06

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O próximo rover da Nasa a ser enviado a Marte poderá levar consigo um grupo de pequenos robôs flexíveis. A nova tecnologia desenvolvida pela agência espacial consegue se dobrar sobre suas rodas e desdobrá-las como se fosse uma peça de origami. 

A Nasa está chamando sua nova invenção de "puffer" ou ainda sob o nome mais científico de "Pop-up Flat Folding Explorer Robot". O dispositivo possui o tamanho da palma de uma mão humana. 

De acordo com a agência, a tecnologia deve mudar a forma como Marte é explorada. Tais dispositivos foram criados para explorar terrenos mais acidentados, eles podem cair em fendas e outros buracos, escalar encostas íngremes e viajar cerca de 1 km com apenas uma carga de bateria.

"Ter algo que é tão portátil como isso significa que você pode fazer ciência em tempo real", disse Carolyn Parcheta, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da NASA, em comunicado. Carolyn usou robôs para explorar vulcões e ajudou a NASA a desenvolver os instrumentos científicos do novo projeto.

Os pequenos robôs poderiam auxiliar o projeto dos rovers robóticos atuais que possuem o tamanho de um utilitário e que estão sendo enviados para explorar Marte. 

A ideia é que tais bots poderiam estender o uso das máquinas maiores ao explorar terrenos antes dos robôs mais robustos. Eles buscariam também por terrenos perigosos e poderiam investigar uma área enquanto outro rover busca outra.

"Eles podem fazer ciência paralela com um rover, então você pode aumentar a quantidade daquilo que você está pesquisando em um dia", disse Jaakko Karras, o gerente do projeto em um comunicado. "Nós podemos vê-los sendo usados em locais difíceis de serem alcançados”.

Segundo a NASA, o robô que foi desenvolvido no laboratório JPL foi inspirado em origamis. 

 

Com um design leve, o robô conta com duas rodas flexíveis que podem ser dobradas sobre o seu corpo. Assim, ele consegue rastejar sob uma superfície mais justa.

O robôzinho ainda conta com uma cauda que aumenta sua estabilidade e painéis solares em sua barriga para que uma vez de barriga para cima ele possa ser recarregado. 

A NASA disse que o robô foi testado em Rainbow Basin, na Califórnia, onde se movimentou sobre encostas de rochas sedimentares. O terreno é semelhante ao que o robô pode ter que explorar em Marte, onde os cientistas acreditam que as moléculas orgânicas podem ser encontradas protegendo-se de radiação perigosa sob saliências.

O robô também foi testado na neve, bem como no Monte Erebus, um vulcão ativo na Antártica, disse a NASA.

O próximo passo será equipar o dispositivo com equipamentos científicos, incluindo ferramentas que poderiam testar amostras de água ou material orgânico. Além disso, a agência está testando formas de torná-lo inteligente ao acrescentar software autônomo nele. Um rover, como o Curiosity, poderia carregar uma série de robôs puffers, e poderiam ser lançados como uma espécie de um enxame coordenado. 

“Se o Curiosity levar à bordo uma série de Puffers com ele, cada um poderia ir para um local separado e o rover iria para o local que fosse de maior prioridade”, disse Kalind Carpenter, engenheiro do JPL. 

A Nasa começou a construir o próximo rover robótico, que planeja enviar para Marte em três anos. A expectativa é que o veículo espacial, batizado como Mars 2020, chegue ao planeta vermelho em fevereiro de 2021, e seria usado para investigar sinais de vida passada em Marte. Se o robô Puffer estiver pronto, ele será então incluído na viagem.

 

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