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Twitter no Brasil: usuários móveis já são mais de 60%

Microblog busca agora aumentar sua relevância com uma série de iniciativas baseadas nas características de uso mais marcantes entre os brasileiros

Cristina De Luca

19/03/2014 às 14h21

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Pensou em mobilidade, pensou Twitter. Pensou em segunda tela, pensou
Twitter. Pensou em publicidade nativa e publicidade em tempo real, pensou
Twitter. Essa é a meta da equipe da subsidiária do Twitter no Brasil, que acaba
de completar um ano.

De acordo com Guilherme Ribenboim, diretor-geral do Twitter Brasil, o país
se mantém entre os cinco maiores mercados do microblog, que reúne mais de 241
milhões de usuários ativos em todo o mundo. Mas o usuário brasileiro tem
características bem marcantes, que pautam a atuação, não só de seus 42
funcionários no país, como de todos os parceiros, de diversos segmentos. A meta
é inovar, desenvolvendo produtos pautados pelos hábitos dos usuários
brasileiros.

De acordo com Ribenboim, hoje 64,7%  da base de usuários brasileiros do
Twitter usam o microblog via plataformas móveis (há um ano eram 40%); 70%
apontam o microblog como principal canal para consumo de informação em tempo
real; 60%  costumam usar o serviço enquanto veem TV;  e 67% usam o
microblog para seguir personalidades (o que reforçou a estratégia de
verificação de contas). Além disso, os brasileiros tuitam e retuitam mais (o
que mostra um grande engajamento), prestam atenção maior aos trending topics
(gostam de tentar colocar os assuntos que estão comentando nos TT mundiais), e
se interessam mais por utilidade pública.

Na opinião do executivo, o expressivo crescimento da quantidade de usuários
móveis está relacionado com o crescimento da base de usuários de smartphones no
país,  com as ações de segunda tela promovidas pelo microblog em parceria
com emissoras brasileiras e com as parcerias conduzidas pela área de negócios
do escritório brasileiro com as operadoras de telefonia móvel (Claro, Tim e
Oi). "Somos hoje, de fato e de forma massificada, uma plataforma
mobile", afirma Ribenboim.

Pensando em ampliar esse universo de usuário móveis, o Twitter decidiu
desenvolver um app para smartphones de entrada, com pouca memória e tela de
tamanho reduzido. A primeira versão é para aparelhos Android, versão 2.x em
diante. Esse app tem tamanho e layout especial para este tipo de smartphone. A
intenção é garantir que todo o tipo de brasileiro que queira estar no Twitter
possa fazê-lo, e tenha uma boa experiência de uso, superior a qualquer outro
tipo de aplicativo. "O Twitter está claramente muito bem posicionado nesse
cenário de uso crescente de apps nativos e redução da navegação via browser,
não só nos smartphones mas também em outras plataformas", afirma
Ribenboim.

Da mesma forma, o microblog está desenvolvendo recursos específicos para
ações de segunda tela. A intenção é facilitar a interação entre os usuários que
queiram comentar assuntos relacionados com programas de TV. Um bom exemplo, já
disponível no exterior, e que deve chegar ainda este ano ao Brasil, é a
possibilidade de criação automática de salas de bate-papo em torno de um
determino programa. Todos os tweets relacionados a esse programa serão
agregados nessa tela.

Na Índia já está em curso até uma experiência de integração maior do Twitter
com a programação da TV, em parceria com a operadora de TV por assinatura Airtel. O "Twitter EPG"
possibilita à emissora ou empresa de TV a cabo veicular uma timeline sobre
o  programa que está sendo veiculado naquele momento, a partir de uma
curadoria de todos os tweets publicados no Twitter sobre o programa. O acesso a
essa tela é feito via o controle remoto da TV ou do set-top box. Basta apertar
um botão.

O sistema, operado por um parceiro do Twitter que trabalha junto com a
equipe da Airtel, conta inclusive com uma função para que o telespectador
usuário do Twitter envie tweets com a hashtag  #onTV, para indicar que
gostaria de ver a sua mensagem veiculada, no ar, para todos os telespectadores.
Do ponto de vista da emissora, a hashtag  #onTV funciona como um primeiro
filtro, comenta Daniel Carvalho, diretor de desenvolvimento de negócios do
microblog para a América Latina. De acordo com ele, os resultados têm sido
acima da expectativa. "Mas ainda é uma experiência muito recente",
afirma. O executivo já vem conversando com emissoras e empresas de TV por
assinatura brasileiras para fazer algo semelhante aqui, talvez ainda este ano.

O Twitter também vai passar a enviar notificações sobre o que está em
evidência naquele momento, de acordo com o contexto de uso de cada perfil. Se
você conversa muito sobre o Flamengo, ou o Corinthians, todas as vezes que
houver um pico de interesse relacionado a esses assuntos você será avisado. A
ideia é ter alertas para momentos polêmicos, contas novas, notícias, etc.

Por fim, em relação às tendência de publicidade nativa e publicidade em
tempo real, o Twitter já começa a ser encarado pelo mercado brasileiro como uma
oportunidade para as marcas serem mais inteligentes aos olhos dos consumidores.

"O Twitter é uma plataforma onde as marcas podem, efetivamente,
conversar com as pessoas, em tempo real", afirma Ribenboim. "A marca
pode capturar o momento que a pessoa está vivendo e as conversas que ela está
tendo, inserir a sua mensagem com maior relevância e, assim, capturar engajamento
e aumentar a sua capacidade de ser percebida como marca positiva e aumentar
vendas", completa o executivo.

Segundo ele, o fato do Twitter ser uma plataforma aberta, conversacional, em
tempo real e sem filtro, a torna relevante não só para estratégias de segunda
tela, como para outras estratégias de marketing e publicidade digital.
"Essas quatro características nos tornam uma plataforma completamente
diferente de qualquer outra do mercado", afirma Ribenboim.

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