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Lixo eletrônico pode gerar oportunidades para startups brasileiras

Brasil ainda peca na logística de reuso e educação ambiental relacionada à reciclagem do chamado e-lixo

Da Redação

22/01/2018 às 13h54

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A constante demanda por inovação aliada a fatores econômicos e empresariais contribui para o descarte precoce dos equipamentos eletrônicos, como smartphones, tablets, notebooks, etc. Os chamados Resíduos de Equipamento Eletroeletrônicos (REEE) nunca estiveram tão presentes na atualidade. Segundo a ONU, a indústria eletrônica gera a cada ano quase 50 milhões de toneladas de lixo provenientes de computadores e smartphones

Entretanto, existe uma ausência de soluções para o descarte e destinação desses resíduos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, não há nenhuma política especifica para o descarte de lixo eletrônico. A maior cidade da América Latina fica devendo em logística de reuso e educação ambiental relacionada à reciclagem do chamado e-lixo.

Cadeia da reciclagem

As soluções locais relacionadas ao processo de reciclagem de eletrônicos estão partindo de empresas e negócios emergentes que procuram incentivar o reuso dos equipamentos até a exaustão de sua vida útil. A Eixo - TI é uma dessas startups. Especializada em reciclagem de eletrônicos e no desenvolvimento de equipamentos remanufaturados, a empresa destaca que entre as bases para concretização da reciclagem dos eletrônicos estão etapas como logística reversa, triagem, manufatura reversa, descarte e destruição. 

Cada etapa requer recursos financeiros, tecnológicos, processuais, mão de obra especializada e são tratadas como elos independentes dentro do supply chain da reciclagem.

Algumas etapas já trazem receita para empresas dedicadas ao processo e oportunidades para novos negócios, com destaque para a triagem dos equipamentos coletados visando a melhora no rastreamento e no reuso para microempresários em processo de inclusão digital, fomentos produtivos em comunidades, projetos de inclusão e formação digital, auxiliando na diminuição dos custos de capacitação reinvestidos regularmente pelo setor empresarial.

Educação Ambiental

Segundo a Eixo - TI, o processo de extração de metais existentes nos eletrônicos não é realizado localmente por falta de tecnologia e incentivos para ampliar o mercado de reciclagem. Sendo assim, todo o material arrecadado e destinado corretamente é exportado para países detentores do maquinário necessário. Se houvesse uma maior preocupação nacional, novos postos de trabalho relacionados à reciclagem do e-lixo poderiam ser criados.

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Neste contexto, fica clara a importância da educação ambiental para uma solução de longo prazo. "Para mitigar a problemática dos REEE as pessoas em suas casas e locais de trabalho precisam investir na coleta seletiva, e as instituições públicas e privadas em aumento no número de postos de coletas, bem como na logística reversa eficiente e com custos plausíveis", defende a Eixo TI.

 

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