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Jovens brasileiros estão mais engajados e empreendedores na Internet

Pesquisa da Fundação Telefônica Vivo aponta que 49% dos jovens pretendem abrir um negócio digital em até 5 anos

Da Redação

22/09/2016 às 11h37

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Jovens brasileiros estão cada vez mais conectados e com pretensões de empreenderem na Internet, concluiu a segunda edição do estudo “Juventude Conectada”, feita pela Fundação Telefônica Vivo. 

 
O estudo sobre o comportamento do jovem e sua relação com a tecnologia ouviu 1.440 jovens de 15 a 29 anos, das classes A, B, C e D, de todas as regiões do Brasil. A pesquisa também ouviu os jovens a respeito de outros tópicos, que incluem educação, participação social e comportamento.
 
Quando comparada com a edição divulgada em 2014, a pesquisa recente reporta avanços tanto na participação social, no empreendedorismo e no comportamento do jovem.

Para 85% dos entrevistados, o celular é o principal meio de conexão por permitir que esteja o tempo todo online.

 

A participação social dos jovens na rede cresceu sete pontos percentuais em comparação com a primeira edição da pesquisa.

Hoje, 69% afirmam já ter participado de qualquer atividade online, ante os 62% registrados em 2014. 

   
O estudo aponta a vocação da Internet como forma de negócio – 21% dos entrevistados já empreendem no mundo digital e 49% pretendem empreender com o uso da tecnologia e internet em até cinco anos.
 
Nesse contexto, 65% dos jovens afirmaram preferir ter um negócio próprio a serem empregados. Desenvolvimento de conteúdo digital, plataformas de comércio eletrônico e programação de aplicativos e sites são as atividades mais citadas como forma de gerar renda a partir da internet.
 
Engajamento e educação
 
A preocupação com a agressividade associada à intolerância também ficou mais evidente nesta edição. Dos entrevistados, 37% acreditam que a internet influencia o comportamento agressivo, isso faz com que muitos prefiram não revelar em suas páginas pessoais opiniões sobre política, gênero, classe social, entre outras, para não sofrer ameaças ou bullying.
 
Ao mesmo tempo, jovens acreditam que a internet é uma ferramenta essencial na participação social. Dos entrevistados, 43% concordam que a internet aumenta a participação em mobilizações sociais ou políticas e 40% concordam que a internet colabora com uma visão mais crítica. 
 
Entre as principais formas de engajamento do jovem estão fazer comentários online (30%), ir para as ruas (28%), repassar convites para atos (28%) e compartilhar conteúdo nas redes sociais (28%). O porcentual de participação presencial é o mesmo das iniciativas online (28%). 
 
O receio da agressividade e intolerância é manifestado em relação a homofobia (mencionado principalmente por meninos e jovens de São Paulo, Recife e Belém), racismo, origem ou região (citado nos grupos de Belém e Recife), gênero ou machismo (mencionado especialmente por jovens de São Paulo e Brasília) e religião ou filosofia de vida.
 
Outro aspecto interessante que a pesquisa aponta é que nos últimos dois anos, a convivência entre gerações (avós, tios, primos, mãe e pai, irmãos mais novos e mais velhos) no mundo digital tornou-se mais harmoniosa e a preocupação do jovem com o uso inadequado de fotos ou comentários por familiares perdeu importância. 
 
A mudança é atribuída ao crescimento do uso de smartphones e notebooks que proporcionam mais autonomia e liberdade por serem acessados de forma individualizada. 
 
Na primeira edição da pesquisa, uma das formas mais utilizadas para fugir do controle dos pais era apagar o histórico de navegação do browser e agora o uso seletivo das mídias digitais cumpre esse papel. 
 
Em respeito à educação via plataformas digitais, no entanto, a pesquisa aponta que ela ainda precisa ser melhor incorporada na vida dos jovens. Apesar disso, os jovens estão convencidos de que podem aprender mais se tiverem acesso a tecnologias em sala de aula. Dos entrevistados, 92% concordam que a internet possibilita maior acesso a conhecimento e informações; 49% concordam que usar a internet melhorou a fluência em inglês; e 42% concordam que ficam mais motivados a estudar com o uso da internet. 
 
A pesquisa também ganhou versão em vídeo, filmada em formato de série com quatro episódios de 26 minutos cada. O documentário “Juventude Conectada” reúne entrevistas com personagens reais que refletem as características identificadas na pesquisa. O material está disponível em youtube.com/fundacaotelefonica
 
 

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