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Inteligência artificial derrota jogadores em maratona de poker
Inteligência artificial derrota jogadores em maratona de poker
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Inteligência artificial derrota jogadores em maratona de poker

Sistema Libratus conseguiu acumular US$ 1,74 milhão em fichas durante maratona. Resultado é uma grande vitória científica, dizem criadores da solução

Da Redação

02/02/2017 às 17h00

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Foto:

A maratona de poker entre humanos e a inteligência artificial chegou ao fim nesta semana. E o que os jogadores de carne e osso, no caso alguns dos melhores do mundo, temiam, aconteceu. O programa de inteligência artificial, o Libratus, levou a melhor.

Desenvolvido pela Carnegie Mellon University (CMU), o Libratus acumulou US$ 1,74 milhão em fichas durante o campeonato que aconteceu na Filadélfia. 

Máquinas já haviam superado humanos em suas habilidades em xadrez, em jogos de perguntas e respostas e, mais recentemente, no milenar jogo Go. Mas a vitória do Libratus sobre os jogadores de poker é, em particular, significativa devido às próprias características do poker. Entre outras palavras, o computador precisou aprender a blefar, ou seja, recorrer a informações incompletas.

“Desenvolver uma inteligência artificial que consegue fazer isso com sucesso é um grande passo científico e possui inúmeras aplicações. Pense que o seu telefone um dia poderia conseguir negociar o melhor preço em um novo carro para você. Isso é só o começo”, disse Frank Pfenning, líder do Departamento de Ciências da Computação da CMU, em comunicado.

Muito se especulou como o Libratus teria conseguido melhorar dia após dia durante a competição. Segundo os criadores da tecnologia, foram os próprios jogadores que ensinaram o Libratus sobre suas fraquezas. Partida após partida, um meta algoritmo analisava os buracos que os profissionais identificavam e exploravam na estratégia do Libratus. Feito isso, o computador priorizava tais marcações e algoritmicamente reparava os três principais buracos a cada noite. 

Os pesquisadores explicam que o método é diferente daquele usado em uma solução de inteligência artificial passada, o Claudico, que também foi colocado à prova contra jogadores profissionais de poker em 2015. Na ocasião, o Claudico perdeu o torneio. 

“De forma geral, pesquisadores desenvolvem algoritmos que tentam explorar as fraquezas do oponente. Aqui, ao contrário, a melhoria diária foi sobre consertar algoritmicamente os buracos em nossa própria estratégia”, explicaram os pesquisadores.

Na batalha contra o Claudico, os jogadores humanos levaram cerca de US$ 700 mil na modalidade Texas Hold'em, ganhando quase todos os dias do campeonato. Já em 2017, os jogadores apenas levaram a melhor em cinco dos 20 dias. 

Apesar de terem perdido, os jogadores de poker irão dividir o prêmio de US$ 200 mil, com base em suas performances. 

 

 

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