Novo
Agora IDGNow! é IT Midia.com
Fazer login no IT Mídia Redefinir senha
Bem-vindo de volta,
Digite seu e-mail e clique em enviar
Ainda não tem uma conta? Cadastre-se
Logo ITMidia
Logo ComputerWorld
Logo PCWorld
Logo CIO
Logo ITForum
Salvar em Nova pasta de favoritos

+

Criar pasta
Últimos favoritos Ver todos
Últimas notícias do conteúdo : Ver todos
Grupos de família são o principal canal de fake news no WhatsApp
Grupos de família são o principal canal de fake news no WhatsApp
Home > Internet

Grupos de família são o principal canal de fake news no WhatsApp

Segundo pesquisa inédita da USP, metade dos boatos que circularam no WhatsApp sobre a vereadora Marielle Franco teve início a partir de grupos de família

Da Redação

20/04/2018 às 17h10

whatsapp_tela.jpg
Foto:

Talvez haja mais uma razão para você evitar os grupos de família no WhatsApp, além das constantes notificações no mensageiro e imagens animadas com mensagens de teor autoajuda: tais grupos são um dos principais canais para propagação de notícias falsas. 

Segundo pesquisa inédita conduzida pelo Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP (Universidade de São Paulo), metade dos boatos que circularam no WhatsApp sobre a vereadora Marielle Franco (PSOL), brutalmente assassinada no mês passado, teve início a partir de grupos de família. O estudo foi publicado inicialmente pela BBC Brasil

Para desenvolver a metodologia da pesquisa, o grupo da USP recorreu a outro estudo, no caso um de origem israelense que investigou boatos espalhados pelo WhatsApp após o sequestro de três jovens israelenses na Cisjordânia em 2014. Um questionário online formulado pelos pesquisadores brasileiros foi respondido por 2.500 pessoas.

Os boatos disseminados

As fake news sobre Marielle começaram a ser espalhadas pelo WhatsApp na mesma noite em que ela foi assassinada. Só nos dias seguintes foram parar no Twitter e no Facebook. A pesquisa conseguiu identificar padrões de distribuição, entretanto, não identificou a origem do conteúdo falso. 

De acordo com os dados levantados pelo grupo, 1.145 pessoas receberam variações de textos que afirmavam que Marielle era ex-mulher do traficante Marcinho VP, que havia engravidado dele aos 16 anos e ainda uma foto que creditava Marielle sentada no colo de Marcinho VP, uma informação falsa, pois as pessoas retratadas não eram sequer os dois em questão.

O WhatsApp já era apontado por analistas de segurança como a principal plataforma de propagação de malware no Brasil, dado a sua popularidade é um grande atrativo para cibercriminosos distribuírem campanhas maliciosas. Da mesma forma, devido ao seu alcance, sua capilaridade para distribuição de notícias falsas é um bom canal para manipular a opinião pública. E com um agravante. Diferente de redes sociais como o Facebook e o Twitter, que são passíveis de rastrear conteúdo impróprios e falsos, para logo denunciá-los, o WhatsApp é um app de mensagens privadas, tornando-se difícil identificar e avaliar o alcance dos boatos. 

De acordo com o levantamento da USP, das pessoas entrevistadas que receberam o boato que relacionava Marielle a Marcinho VP, 51% responderam ter recebido o texto em grupos de família no WhatsApp; 32%, em grupos de amigos; 9% em grupos de colegas de trabalho e 9% em grupos ou mensagens diretas. Em resumo, a lição que fica é: não acredite em tudo que sua família e amigos compartilham no WhatsApp. 

 

 

Tags
Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail
Vai um cookie?

A IT Mídia usa cookies para personalizar conteúdo e anúncios, para melhorar sua experiência em nosso site. Ao continuar, você aceitará o uso. Para mais detalhes veja nossa Política de Privacidade.

Este anúncio desaparecerá em:

Ir para o site