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Governo chinês instala app para espionar celulares de turistas
Governo chinês instala app para espionar celulares de turistas
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Governo chinês instala app para espionar celulares de turistas

Instalação acontece sem consentimento dos visitantes que passam pela fronteira entre China e Quirguistão

Da Redação

03/07/2019 às 8h25

Foto: Shutterstock

Alguns turistas que estão visitando a China estão se deparando com um pedido invasivo: policiais da fronteira entre China e Quirguistão estão instalando aplicativos de vigilância nos celulares dos estrangeiros, sem o seu consentimento.

A medida faz parte da vista grossa que o governo chinês tem feito na região autônoma de Xinjiang, lugar que recebe cerca de 100 milhões de visitantes por ano. Por lá, a liberdade da população muçulmana foi cerceada por câmeras de reconhecimento facial nas ruas e nas mesquitas.

Segundo investigação feita pelo The Guardian, em parceria com os jornais Süddeutsche Zeitung e The New York Times, os oficiais que operam nesta fronteira específica estão confiscando os dispositivos dos turistas e instalando, secretamente, um aplicativo que rastreia todas as informações contidas no aparelho.

Ao ser instalado em celulares Android, o logo do aplicativo mostra o símbolo do próprio sistema operacional e o nome embaixo, escrito em chinês – 蜂 采 (Fēng cǎi) – que pode ser traduzido para algo como o “extração [de mel] das abelhas”. Ainda não se sabe como ele funciona, nem por quanto tempo fica agindo nos dispositivos.

Os visitantes alegam que não são avisados com antecedência sobre a instalação e que ninguém explica o que o programa faz exatamente. Na maioria dos casos, o aplicativo é desinstalado antes mesmo que o aparelho seja devolvido, mas alguns visitantes encontraram o intruso lá. Foi assim que o software foi descoberto.

Um turista que passeava em grupo pelo local, teve seu celular confiscado por cerca de uma hora e depois notou a presença do aplicativo. De acordo com ele, o guia turístico já havia informado que seria feito um procedimento ao chegarem na fronteira, mas nada foi especificado. “Nós pensamos que era um rastreador GPS”.

Ainda segundo a fonte, havia outro checkpoint a cerca de duas horas de distância. "Eu pensei que, talvez, eles tivessem baixado meus arquivos e que os analistas estavam verificando tudo enquanto estávamos viajando até a próxima parada", explicou o turista.

Ainda de acordo com análises realizadas pelo The Guardian com o auxílio de especialistas em segurança cibernética, o aplicativo chinês busca uma lista extensa de conteúdos nos celulares. Para Edin Omanović, da Privacy International, as descobertas são “altamente alarmantes em um país onde baixar um aplicativo ou artigo errado, pode te levar à cadeia”.

Entre os conteúdos investigados pelo app estão, em maioria, os termos associados ao extremismo islâmico, incluindo “Inspire”, nome da revista em inglês produzida pela Al Qaeda. Porém, informações menos relevantes politicamente, como o jejum de Ramadã, livros de Dalai Lama e, até mesmo, as músicas de uma banda de metal chamada Unholy Grave, estão no radar do governo.

Apesar de todas os depoimentos terem sido confirmados por usuários de Android, os relatos confirmam que iPhones também foram confiscados por oficiais. O modus operandi, nesse caso, é diferente, já que os smartphones da Apple são conectados a um leitor que escaneia as informações.

As autoridades chinesas foram contatadas para esclarecimentos, mas não houve resposta até o momento da publicação.

 

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