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Google no Brasil: relembre a trajetória da operação nacional do buscador
Google no Brasil: relembre a trajetória da operação nacional do buscador
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Google no Brasil: relembre a trajetória da operação nacional do buscador

São Paulo - Do único centro de desenvolvimento da AL aos problemas com a Justiça envolvendo o Orkut, conheça os passos do Google no Brasil.

Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!

05/09/2008 às 19h35

Foto:

selo_entrada_88Em seus pouco mais de três anos de operação no Brasil, o Google se destaca tanto pelo privilégio do seu centro de desenvolvimento mineiro frente às operações globais como pelos problemas enfrentados frente à Justiça brasileira.

A operação brasileira do buscador começou a se desenhar no Brasil com a abertura de um escritório temporário em São Paulo em junho de 2005, onde três funcionários (um deles, Émerson Calegaretti, saiu do buscador mais tarde para assumir a presidência do MySpace Brasil) lidavam, principalmente, com contatos de publicidade no país.

Um mês depois, o Google anunciou oficialmente seu maior negócio no país até o momento, comprando o buscador mineiro Akwan Information Technologies por uma quantia não revelada.

A companhia, criada dentro da Universidade Federal de Minas Gerais e com tecnologia explorada na época por buscadores como UOL, iG e Bovespa, serviu como base para que o Google montasse seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento na América Latina, hoje com cerca de 60 engenheiros.

A alardeada "qualidade tanto do produto como dos engenheiros" envolvidos com a Akwan fizeram com que o centro de desenvolvimento mineiro tivesse o privilégio de se juntar ao restrito grupo composto por Mountain View e Nova York de operações de engenharia que lidam diretamente com a busca.

Por mais que não fale diretamente sobre o assunto por "uma questão de estratégia", o Google Brasil confirma que engenheiros brasileiros estão autorizados para "melhorar a qualidade da busca mundial".
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Tão importante que é para o Google, o time responsável pelo algoritmo de busca, chamado de PageRank, no Googleplex trabalho isolado do resto dos engenheiros e é liderado por Amit Singhal, um dos quatro Google Fellow, título com poder abaixo apenas do triunvirato, do buscador.

Em 2007, chegou às mãos dos brasileiros a primeira adaptação de um serviço internacional totalmente liderada pelo centro mineiro - mais que propriamente traduzir termos no Google Maps para o Brasil, engenheiros tiveram que integrar características do sistema de trânsito nacional ao produto.

Com a recente mudança do gerenciamento do Orkut de Mountain View para Belo Horizonte, o centro ganhou a responsabilidade de tomar decisões conceituais sobre a rede social, além de participar ativamente na criação da plataforma OpenSocial.

Por mais que engenheiros nos Estados Unidos e na Índia também estejam por trás do desenvolvimento do Orkut, é a equipe brasileira, liderada pelo fundador do Miner, Victor Ribeiro, quem começou a dar o "sim" ou "não" para integração de novas funções a partir de agosto.   

Sucesso do Orkut e problemas legais

Há também uma óbvia relação direta com a responsabilidade criativa do Orkut dada ao centro de pesquisa de Belo Horizonte além da qualidade alardeada pelo buscador: o sucesso da rede social entre os brasileiros, algo que trouxe muitas dores de cabeça à operação nacional.

A adesão do brasileiro à rede social criada pelo engenheiro turco Orkut Büyükkökten, motivada por uma mistura entre interface simples, competitividade local e timing preciso, fez com que o serviço, além de encontros com amigos, colegas ou desconhecidos, servisse de veículo para crimes.
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Em 2004, o Ministério Público Federal (MPF) citou pela primeira o registro de conteúdos de cunho nazista e incitando crimes de ódio dentro da rede social.

Quando a operação brasileira do Google foi iniciada, o primeiro contato com os dois órgãos delineou como seria a primeira parte da negociação: o responsável pelos dados não era o Google Brasil, mas sim o Google Inc., responsável pelos servidores onde os dados eram armazenados.

Em agosto de 2006, o impasse, com seus consecutivos desrespeitos de ordens de quebra de sigilo pelo Google Brasil, fez com que o MPF ameaçasse entrar na Justiça Federal pedindo o encerramento das operações nacionais do Google caso requisições de informações pessoais de usuários envolvidos em crimes.

A tensão durou até agosto de 2007, quando a ONG SaferNet reportou ao Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) que os testes de publicidade que o Google Brasil fez com o Orkut relacionaram anúncios com conteúdo de racismo e pornografia infantil.

Além do fim dos testes, que minou a tentativa de fazer do Orkut uma fonte financeira, o Google anunciou também que havia mudado sua postura e instaurado um departamento interno para negociar os termos do acordo com o MPF e receber denúncias de conteúdo ofensivo.

Em abril deste ano, tanto Hohagen como o diretor de comunicação do Google Brasil, Carlos Félix Ximenes, foram convocados para depor na CPI da Pedofilia, onde o diretor geral da operação prometeu novas ferramentas para "limpar o Orkut".
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Com as ferramentas prometidas por Hohagen e ajustes nos termos do acordo, MPF e Google Brasil anunciaram que haviam resolvido a questão em julho com a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta, que garantia novas canais de comunicação entre ambos, ferramentas anti-pedofilia no Orkut e maior tempo de manutenção dos logs de acesso de usuários maliciosos.

Uma operação que se paga?
Por mais que não tenha achado um modelo para monetizar seu produto de maior sucesso no Brasil (somos 53% dos cerca de 60 milhões de inscritos), é consenso no mercado que a operação nacional do Google não tem do que reclamar.

O Google Brasil não comenta seus números no Brasil - em evento no final de 2007, Hohagem afirmou apenas que o Brasil havia registrado crescimento de três dígitos na sua receita anual. O Google afirma também que a operação nacional é que mais cresce dentro da área com maior aumento na receita anual, a Ásia-Pacífico e América Latina.

Uma análise das movimentações do Google no Brasil desde 2005 embasa o crescimento alardeado.

Em dois anos, o buscador fechou acordo com três dos quatro principais portais brasileiros para explorar busca e links patrocinados em seus conteúdos – no fim das contas, UOL e iG “voltaram” a usar a tecnolSELO_VOLTAR.jpgogia por trás do centro de desenvolvimento mineiro após apelarem para o Yahoo após a aquisição do Google Brasil.

Aplique um acordo de partilha de receita com um portal com mais de 1,5 bilhão de páginas vistas no ano (o número, referente ao UOL, é de 2007) e você pode ter idéia de quão lucrativos acordos com os portais, espinhas dorsais dos brasileiros na internet, podem ser.

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