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Golpe no WhatsApp oferece vagas de emprego no SAMU
Golpe no WhatsApp oferece vagas de emprego no SAMU
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Golpe no WhatsApp oferece vagas de emprego no SAMU

Segundo estimativas da empresa de segurança Eset, mais de 6 mil pessoas foram vítimas do malware

Da Redação

11/01/2019 às 15h13

SAMU.jpg
Foto:

Os golpes via WhatsApp são cada vez mais comuns. É o que mostra a descoberta mais recente da Eset. Desta vez, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) teve seu nome utilizado de forma indevida. Os cibercriminosos criaram uma mensagem falsa que oferece vagas de trabalho para o serviço com remuneração de até R$ 3.348,21 e que contém um link em que o usuário do mensageiro seja redirecionado para participar de um suposto processo seletivo.

O SAMU é um serviço público e, como os demais serviços desse tipo, exige a participação em um concurso e o cumprimento de alguns requisitos mínimos para que o candidato possa efetivamente fazer parte da equipe de funcionários. Algumas pessoas menos atentas acabam ignorando este fato e acessam um dos endereços maliciosos em busca das “vagas de emprego” ofertadas pela campanha.

Como funciona a ameaça?

Ao acessar o link, a vítima é direcionada para outra página em que apresenta uma mensagem informando que o site de destino foi movido para um novo endereço.

A página exibida pede que dados sejam preenchidos para que o suposto processo seletivo tenha continuidade, não sendo possível prosseguir sem o preenchimento dos mesmos.

Após o preenchimento das informações, a vítima é direcionada a outra página neste mesmo site onde a mensagem exibida solicita que, para que o usuário comprove que não é um robô, a vaga seja encaminhada manualmente para 10 pessoas ou grupos no WhatsApp, prometendo direcionar o usuário a um site onde poderá enviar seu currículo ao final deste processo.

Para aumentar a credibilidade aparente da fraude, diversos depoimentos falsos foram incluídos na parte inferior da página. Todos os comentários exibidos estão fixados no código do site e, apesar de se assemelharem a comentários do Facebook, foram apenas forjados.

É bem provável que um usuário desatento acredite nesta publicação que conta com mais de 52 mil comentários. No entanto, lembre-se que até este momento a vítima não realizou login para acessar o Facebook. Na realidade, tanto os perfis como os comentários e as curtidas são falsos.

Analisando o código fonte do site é possível observar uma função que contabiliza a quantidade de vezes que o botão “COMPARTILHAR” foi acessado. Ao ser acessado pela décima vez, mesmo que nenhum compartilhamento tenha sido feito no WhatsApp, a vítima é direcionada para um outro site falso. A Eset realizou alguns alguns testes e observou que o usuário era direcionado para dois sites distintos.

Como os cibercriminosos monetizaram?

Após análise de ambos os sites ficou claro que o objetivo dos cibercriminosos é obter retorno financeiro por meio de anúncios dispostos em todas as páginas.

Apesar de um dos sites permitir que um cadastro simplório seja realizado, nenhum deles permite que currículos sejam enviados e muito menos exibem informações concretas sobre as vagas ofertadas.

Como manter-se seguro?

Com a crescente incidência de golpes via WhatsApp, manter-se seguro exige atenção constante e atitudes seguras na Internet. A Eset listou abaixo algumas dicas de segurança para que os usuários possam evitar ataques deste tipo:

  1. Não acesse links que aparentemente sejam suspeitos
  2. Procure sempre avaliar a credibilidade e a fonte das informações
  3. Não divulgue informações a pedido de sites ou e-mails
  4. Evite fazer cadastros em sites pouco conhecidos
  5. Tenha fontes de proteção sempre ativas e atualizadas em todos dispositivos que contam com acesso à internet
  6. Tenha cautela ao baixar/acessar qualquer tipo de arquivo na internet

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