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Funcionários do Facebook teriam ouvido conversas de usuários sem autorização
Funcionários do Facebook teriam ouvido conversas de usuários sem autorização
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Funcionários do Facebook teriam ouvido conversas de usuários sem autorização

Segundo reportagem da Bloomberg, funcionários tinham como tarefa transcrever gravações de todos os tipos, até mesmo as que possuíam linguagem obscena

Mônica Wanderley

14/08/2019 às 19h04

Foto: Shutterstock

O Facebook utilizou mão de obra humana para ouvir e transcrever áudios feitos em mensagens enviadas pelo Messenger, de acordo com uma reportagem divulgada pelo portal de notícias Bloomberg.

De acordo com a fonte que conversou com o portal, a maioria dos funcionários destacados para a tarefa não sabia como as gravações eram obtidas ou em qual contexto elas foram realizadas. A única tarefa era transcrever gravações de todos os tipos, até mesmo as que possuíam linguagem obscena.

Procurada, a rede social explicou que realizava esse procedimento para melhorar a performance da inteligência artificial da companhia, que a pedido do usuário pode transcrever áudios. A empresa também informou que desde a semana passada não realiza mais esse processo humano e que a identidade de todos os usuários que tiveram os áudios analisados está protegida. Além de reforçar que só foram ouvidas gravações de pessoas que haviam autorizado a ação.

Clube da escuta

A companhia de Mark Zuckerberg não é a única que utiliza pessoas para aprimorar os resultados da sua IA. Em abril, a própria Bloomberg reportou que a Amazon adotava o mesmo procedimento, ouvindo comandos de voz dados por dispositivos conectados com a assistente virtual Alexa. De lá para cá, Apple e Google também confirmaram a prática e, como as demais empresas, anunciaram que não iriam mais adotá-la.

A onda de conversas reveladas aponta dois fatores que antes não eram conhecidos do público. O primeiro é o fato de que a sua conversa pode, sim, ser ouvida por algum funcionário da empresa. O que, mesmo com todos os cuidados tomados pelas companhias em garantir anonimidade, era algo que muitos consumidores não acreditavam ser possível e praticamente nunca foi mencionado de forma clara por nenhuma das big techs.

O segundo ponto é o quanto as tecnologias de inteligência artificial ainda são dependentes da ajuda humana para interpretar algumas tarefas de forma correta. O fato ajuda a derrubar o (ainda) mito de que essas tecnologias já estão extremamente avançadas e ajuda as pessoas a compreender que o caminho de uma ferramenta que seja mesmo inteligente ainda vai levar um tempo para se concretizar.

 

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