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Facebook quer que você envie nudes para impedir que eles vazem em algum momento
Facebook quer que você envie nudes para impedir que eles vazem em algum momento
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Facebook quer que você envie nudes para impedir que eles vazem em algum momento

Estratégia preventiva da rede social visa criar uma espécie de impressão digital em imagens que usuários temem ser compartilhadas sem o seu consentimento

Da Redação

23/05/2018 às 14h51

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Foto:

O Facebook tem uma estratégia, no mínimo, curiosa para barrar imagens de revenge porn na rede social: pedir para seus usuários enviarem imagens íntimas que eles temem ser publicadas por terceiros para que as mesmas não rodem eventualmente na plataforma. Segundo o Facebook, esse método conseguiria criar uma espécie de impressão digital nas imagens, prevenindo que as mesmas sejam compartilhadas sem o consentimento de seus usuários. Mas para isso, as imagens seriam antes analisadas por um time "especialmente treinado".

O projeto já havia sido anunciado na Austrália em novembro passado, mas nessa terça-feira (22), a companhia anunciou que está expandindo seus esforços para a Austrália, Canadá, Reino Unido e Estados Unidos. Em comunicado publicado no perfil Facebook Safety, Antigone Davis, chefe global de segurança, explicou como o programa funciona.

Primeiro, qualquer usuário da rede social, incluindo aí Instagram e Messenger, que sentir que uma imagem íntima sua possa a vir ser compartilhada por alguém, pode entrar em contato com o Facebook para submeter um formulário. Feito isso, a vítima receberia um e-mail contendo um link seguro e único para subir as imagens sensíveis. 

Depois, um time de profissionais treinados da chamada Comunidade de Operações Seguras do Facebook irá revisar o formulário e criar uma impressão digital única ou um hash que permitirá ao Facebook identificar futuras publicações das imagens - e isso sem manter cópias das mesmas nos servidores do Facebook. 

Segundo o comunicado de Antigone, uma vez que os hashes são criados, a vítima é notificada via e-mail e as imagens são deletadas dos servidores em sete dias. Os hashes são armazenados, de forma que quando qualquer pessoa ouse publicar a imagem com a mesma impressão digital, esta será bloqueada quando aparecer no Facebook, Instagram ou Messenger. 

A iniciativa foi bem recebida por alguns usuários, que parabenizaram o Facebook pela empreitada no próprio post do anúncio, entretanto alguns foram um pouco mais céticos com a proposta. Isso porque temem que o Facebook, que ainda lida com a repercussão negativa do escândalo envolvendo o uso indevido de dados de milhões de usuários pela  Cambridge Analytica, não tenha a segurança necessária para lidar com fotos sensíveis de milhões de usuários. 

Em todo o caso, o Facebook disse que está testando a ferramenta de forma pró-ativa em parceria com grupos internacionais de segurança, vítimas de vingança de pornô e grupos de ciberdireitos nos mercados citados e espera ouvir e aprender com o feedback dos usuários.

 

 

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