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Estudo sugere que 5G poderia prejudicar previsão de desastres naturais
Estudo sugere que 5G poderia prejudicar previsão de desastres naturais
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Estudo sugere que 5G poderia prejudicar previsão de desastres naturais

Frequências das redes de 5G poderiam interferir em satélites climáticos e atrasar a evacuação de zonas de risco em caso de furacões

Da Redação

03/06/2019 às 16h36

Foto: Shutterstock

Enquanto as redes 5G trazem a promessa de velocidade de conexão 20 vezes maior do que as redes disponíveis atualmente, uma declaração da NASA e da Administração Nacional Atmosférica Oceânica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês), sugere que o avanço dessa tecnologia poderia prejudicar a acuracidade das previsões meteorológicas.

Os órgãos revelam que uma das principais frequências destinadas a redes de 5G, a banda de 24 GHz, estaria muito próxima das frequências usadas pelos satélites que observam o vapor de água e são capazes de detectar mudanças no clima. Segundo os órgãos, isso poderia interferir na exatidão das previsões ao ponto de atrasar a preparação para eventos climáticos extremos.

Como resultado, as redes 5G poderiam acarretar uma perda de 30% na precisão de previsões climáticas – o que significa um retrocesso tecnológico de 40 anos. Para NASA e NOAA, isso poderia impactar na capacidade de prever o caminho de grandes furacões e na quantidade de tempo disponível para promover a evacuação de áreas de risco.

"A única vez em que enfrentamos uma redução de 30% da nossa habilidade de previsão foi por volta da década de 1980", declarou Neil Jacobs, secretário-assistente da NOAA, ao The Washington Post. Segundo ele, mesmo se a perda de dados por interferência seja de apenas 2%, a NOAA teria que desativar seus satélites na órbita polar, um investimento de US$ 11 bilhões.

Sem os dados fornecidos por esses satélites, os órgãos não teriam conseguido prever com exatidão as rotas do furacão Sandy, que atingiu a costa leste dos Estados Unidos em 2012. Um estudo do Centro Europeu para previsões de Médio Alcance chegou à conclusão de que sem as análises sustentadas por esses satélites as previsões teriam indicado uma rota incorreta em direção ao mar, o que provocaria o aumento do número de vítimas.

Depois de alertado sobre os impactos das redes 5G, o órgão regulador de telecomunicações dos EUA (CTIA) questionou o estudo. Brad Gillen, vice-presidente da CTIA, categorizou as pesquisas como “fake news” alegando que as microondas utilizadas na análise não estão em uso.

Já no Congresso norte-americano, políticos demonstraram preocupação com o tema. “Contamos com essas agências para obter conhecimento científico, e elas nos alertaram sobre o terrível impacto das ondas 5G na capacidade de previsão do tempo, devemos escutar”, afirmou a senadora democrata Maria Cantwell ao The Washington Post.

De um lado meteorologistas da NOAA e NASA, do outro a FCC representando a indústria de telecomunicações. Enquanto o governo americano deve promover uma reunião entre as duas partes em breve, elas se mostram atualmente muito distantes de um consenso.

 

 

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