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Ensino Superior à distância já supera cursos presenciais: o que pensar a respeito disso?
Ensino Superior à distância já supera cursos presenciais: o que pensar a respeito disso?
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Ensino Superior à distância já supera cursos presenciais: o que pensar a respeito disso?

Instituições precisam repensar formatos para o conhecimento, pois correm o risco de não serem acessadas por uma lacuna na qualidade dos cursos

Luiz Alexandre Castanha*

06/11/2019 às 13h32

Foto: Shutterstock

Pela primeira vez, o Brasil registrou mais vagas do Ensino Superior à distância do que em cursos presenciais: 7,1 milhões de oportunidades virtuais frente a 6,4 milhões em salas de aula físicas, de acordo com o Censo da Educação Superior de 2018, divulgado recentemente pelo Ministério da Educação, o MEC. Em 2017, pouco mais da metade estava disponível na modalidade virtual, 4,7 milhões, o que mostra um salto bastante positivo para o mercado EaD.

Penso que uma revolução digital na Educação brasileira já começou e tem demanda a cumprir. Mas esses números não devem ser lidos sozinhos. Isso porque o mesmo Censo aponta que ainda há mais alunos matriculados nas Instituições de Ensino Superior (IESs) presenciais do que nos cursos online – apesar de o ministro da Educação, Abraham Weintraub, ter afirmado que essa superação de vagas é uma “tendência” nacional e mundial.

Ainda que o mercado EaD comemore esse marco histórico, trazemos uma reflexão importante sobre esse aumento representativo da modalidade de ensino: é pouco expressivo que mais vagas online estejam à disposição se isso não corresponder a aumento do uso de recursos tecnológicos no processo de aprendizagem e refinamento no suporte pedagógico para que o aluno se sinta imerso e incentivado a cumprir todo o curso.

E acompanhando a implantação de tecnologias na Educação, infelizmente, vejo que a maioria das IESs ainda patina na forma de oferecer cursos, tendo como ferramentas apenas leituras e vídeo-aulas, sem nenhum tipo de interatividade proposta ao estudante.

Não é de hoje que a tecnologia ganha espaço na Educação, já que o EaD é a promessa de cursos com custos menores em relação ao formato presencial e mais flexibilidade na adaptação da vida do estudante.

No País em que o diploma representa melhor posicionamento no mercado e aumento de renda, cursos online são boas opções para conseguir graduação. A modalidade EaD, assim, é sinônimo de impulso na carreira e de capacitação facilitada.

É importante sabermos que o MEC acaba de anunciar 1,5 milhão de vagas em educação profissional e tecnológica até 2023 – também são contempladas de forma contínua nessa modalidade.

As instituições brasileiras, no meu ponto de vista, trabalham para corresponder a essa demanda, mas ainda estão longe do ideal. Vale dizer que, de acordo com o Censo, dos pouco mais de 1 milhão de alunos graduados no ano passado, só 28% da rede privada vieram da EaD, enquanto 72% frequentaram aulas presenciais.

Evasão e novas formas de ensinar

Quem propõe educação à distância também precisa enfrentar a realidade de que a evasão de alunos na modalidade tem alto índice: o Mapa do Ensino Superior de 2018, com dados referentes a 2016, traz que o índice de abandono da faculdade EAD chegou a 36,6% na rede privada e 30,4% na rede pública de ensino.

O que fazer para reter esse aluno? A resposta tem uma única via: melhorar a experiência das aulas virtuais, enriquecer a forma de transmitir conhecimento. Plataformas intuitivas, padrões de usabilidade, clareza na proposta das aulas e ferramentas de imersão são alguns dos pontos que definem se um aluno vai até o fim ou não de uma aula virtual.

Há uma premissa na modalidade de ensino virtual que sempre repito: gerar conteúdo EaD não é só transpor aquilo que seria aplicado em uma classe presencial para o ambiente on-line.

Dito isso, as instituições precisam entender que o aluno está atrás de conexões e experiências educacionais interativas que não teriam se fossem às faculdades presencialmente. O que significa que apostar em realidade virtual e realidade aumentada para simulações, especialmente em aulas técnicas, além de inteligência artificial e machine learning, por exemplo, é uma das formas de atender à fatia de estudantes que não têm tempo ou não podem investir em um curso presencial, mas querem fazer uma graduação ou pós-graduação de qualidade.

Potência de mercado

Tenho a visão otimista de que a modalidade tem inegável potência para se expandir pelo Brasil. Mesmo porque ter um diploma de Ensino Superior representa ganhar quase três vezes mais do que aqueles que só completaram o Ensino Médio, segundo pesquisa realizada pelo Banco BTG Pactual e divulgada em março deste ano.

É urgente que as instituições de Ensino Superior repensem formatos inovadores para transmitir conhecimento, pois correm o risco de continuar abrindo vagas EaD que não serão acessadas pelos interessados por uma lacuna na qualificação dos cursos.

*Luiz Alexandre Castanha é diretor geral da Telefônica Educação Digital – Brasil e especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais

 

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