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Engenheiras do Google prometem greve após revelação de casos de assédio
Engenheiras do Google prometem greve após revelação de casos de assédio
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Engenheiras do Google prometem greve após revelação de casos de assédio

Segundo BuzzFeed News, mais de 200 engenheiras organizam protesto após revelações de que Google abafou graves casos de assédio sexual

Da Redação

31/10/2018 às 12h09

google predio.jpg
Foto:

O Google não passará indiferente ao movimento #Metoo. Segundo informações apuradas pelo BuzzFeed News, mais de 200 engenheiras da gigante de tecnologia estão organizando uma paralisação em protesto às recentes revelações de que funcionários do alto escalão, incluindo o criador do Android, Andy Rubin, foram encobertados após acusações de assédio sexual. O protesto deve acontecer nesta quinta-feira (1).

No caso de Rubin, uma reportagem do The New York Times publicada na semana passada revelou que o Google encobertou um caso grave de assédio sexual praticado pelo então funcionário. Em 2014, Rubin deixou o Google após a companhia investigar a alegação de que uma funcionária foi coagida a realizar sexo oral nele. Além de abafar o episódio, o Google teria pago a Rubin uma quantia de US$ 90 milhões como pacote de compensação por sua demissão.

Sundar Pichai, CEO do Google, e a presidente de Recursos Humanos da empresa, enviaram um comunicado aos funcionários onde admite que nos últimos dois anos foram demitidos 48 funcionários - 13 em cargos de alto gerência - acusados de assédio sexual. No e-mail, o qual a imprensa internacional obteve acesso, Pichai informa que nenhum dos demitidos recebeu compensação ao sair. Entretanto, ele não endereço o caso de Rubin especificamente.

Ao BuzzFeed News, uma das fontes ouvidas e que pediu anonimato disse que a sensação é de haver um padrão no Google, onde "homens poderosos podem se safar de qualquer comportamento horrível contra mulheres" e que se eles não são absolvidos, eles levam um tapinha nas costas ou ainda um para-quedas premiado, como no caso de Rubin. 

O protesto desta semana não é o primeiro episódio de insatisfação de funcionários em relação à transparência do Google. Neste ano, funcionários reagiram à notícia de que a gigante de Mountain View estava ajudando o governo americano a desenvolver inteligência artificial para equipar drones como parte da sua iniciativa Projeto Maven. Em resposta, o Google prometeu que não renovaria o seu contrato com o Pentágono depois de doze funcionários pedirem demissão em protesto. Funcionários apresentaram uma série de petições para o Google aumentar suas práticas de transparência e ética.

 

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