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Engenheira do Google bate recorde inédito ao concluir cálculo de Pi na nuvem
Engenheira do Google bate recorde inédito ao concluir cálculo de Pi na nuvem
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Engenheira do Google bate recorde inédito ao concluir cálculo de Pi na nuvem

É a primeira vez que o registro foi quebrado usando computação em nuvem. Engenheira conseguiu calcular Pi no Google Cloud sem falhas

Da Redação

14/03/2019 às 17h35

Foto: Shutterstock

A pesquisadora do Google, em Seattle, Emma Haruka Iwao, conseguiu um feito inédito. Em um projeto que levou apenas quatro meses, Emma calculou o Pi para 31,4 trilhões de dígitos, estabelecendo um novo recorde mundial no Google Cloud. Esta é a primeira vez que o registro foi quebrado usando a computação em nuvem. "Calcular Pi no Google Cloud sem falhas é um marco significativo que demonstra a confiabilidade e a disponibilidade da infraestrutura em nuvem", informou a companhia em comunicado à imprensa.

O anúncio da conclusão bem-sucedida do cálculo de Pi para 31,4 trilhões (31.415.926.535.897 para ser exato ou Pi * 10 ^ 13) é feito na comemoração do Dia do Pi, comemorado nesta quinta-feira, 14 de março. São 9 trilhões de dígitos a mais que o recorde anterior de Peter Trueb (novembro de 2016).

Segundo a companhia, a solução utilizada para esta conquista foi o Google Compute Engine. Emma executou o y-cruncher (que é considerado um programa de referência em Pi) em máquinas virtuais gerenciadas no Google Cloud Platform (GCP). O programa foi executado continuamente por quatro meses com alta confiabilidade - sem desligamentos inesperados ou interrupções na infraestrutura.

Historicamente, um dos maiores desafios do cálculo do Pi é a necessidade de muito armazenamento - 170 terabytes para um cálculo como esse. Com a nuvem, foi possível executar um número ilimitado de máquinas virtuais no GCP. O programa leu e escreveu 9 e 8 petabytes de dados, respectivamente, durante os 4 meses.

“Eu tive uma conexão com Pi durante toda a minha vida. Primeiro quis calcular Pi quando tinha 12 anos, muito antes de saber muito sobre matemática. Quando ganhei acesso à internet, em 1995, consegui baixar um programa que me ajudou a calcular um milhão de dígitos”, conta Emma. A engenheira conta ainda que no Google teve acesso aos poderosos recursos de computação que precisava para finalmente enfrentar o desafio e executar o programa de computador necessário para quebrar o recorde.

A evolução do cálculo do Pi 

Em sua forma mais básica, o Pi é usado para encontrar a área ou circunferência de qualquer objeto redondo. Mas Pi não é só para cientistas e matemáticos - se você desenhar um círculo no seu computador, se você quiser criar renderizações em 3D, toda vez que você olhar para o mostrador do seu relógio, o Pi estará lá. Além disso, o Pi é usado como referência para as máquinas mais rápidas e confiáveis do mundo.

A corrida para calcular o Pi acontece desde 2000 aC, durante a era dos antigos babilônios. Antes dos computadores, o dígito mais longo era 1K - calculado à mão.

A disputa acelerou desde 1949, quando o primeiro computador foi usado para calcular Pi, resultando em 2K dígitos. Na comunidade matemática, o cálculo dos dígitos do Pi evoluiu para uma competição significativa - desde 2009, os engenheiros usaram computadores para calcular trilhões de dígitos.

Agora, com o anúncio, Emma é a primeira a quebrar o recorde mundial de cálculo de Pi usando a nuvem.

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