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Emirados Árabes teria explorado falha no iPhone para espionar rivais
Emirados Árabes teria explorado falha no iPhone para espionar rivais
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Emirados Árabes teria explorado falha no iPhone para espionar rivais

Segundo a Reuters, ex-agentes de inteligência dos EUA integravam projeto de espionagem que explorou falha de segurança no iMessage

Da Redação

01/02/2019 às 18h17

Foto: Shutterstock

Na última quarta-feira (30), a Reuters publicou detalhes sobre uma poderosa ferramenta usada para burlar a segurança de iPhones chamada "Karma". De acordo com a reportagem, uma equipe de ex-agentes de inteligência dos Estados Unidos, trabalhando para os Emirados Árabes Unidos, conseguiu hackear em 2016 iPhones de jornalistas, ativistas, diplomatas e líderes estrangeiros rivais com a ajuda da sofisticada ferramenta. O trabalho de espionagem ganhou o codinome de "Projeto Raven".

A Reuters afirma ter entrevistado cinco pessoas próximas ao projeto e que teve acesso a documentos do programa. Nenhuma delas era do Emirados Árabes. Entre os espionados estavam o Emir do Qatar, um oficial turco e até mesmo a ativista Tawakkol Karman, que ganhou o Nobel da Paz em 2011. Segundo a Reuters, a unidade de espionagem era predominantemente formada por veteranos da inteligência do governo americano que eram pagos pela empresa de cibersegurança DarkMatter, com base nos Emirados Árabes e conhecida por contratar ex-agentes da CIA e da NSA.

Em resumo, a ferramenta conseguia acesso remoto aos aparelhos da Apple ao simplesmente informar o número de telefones ou contas de e-mail em um sistema automatizado. A ferramenta tinha limites, entretanto, ela não funcionava em aparelhos Android e não conseguia interceptar telefonemas, reforça a reportagem. Apesar dessas "limitações", ela era altamente eficaz e "letal" para a privacidade do alvo, uma vez que sequer exigia que o mesmo clicasse em um link enviado para o aparelho.

Entre 2016 e 2017, a ferramenta foi usada para obter fotos, e-mails, mensagens de texto e informações de localização dos alvos. A técnica também ajudou coletar senhas dos aparelhos, que poderiam ser utilizadas para dar controle total ao dispositivo.

Os ex-agentes entrevistados disseram que o programa de espionagem foi encerrado em 2017, após a Apple ter atualizado recursos de segurança no iOS, fazendo do Karma menos efetivo.

Lori Stroud, ex-agente da NSA, entrevistada pela Reuters lembrou do clima "festivo" quando os agentes receberam a ferramenta em 2016. "Era como, 'nós temos essa nova ferramenta de exploração que compramos. Pegue uma lista enorme de alvos que tenham iPhone agora", ela disse. "Parecia Natal", acrescentou à reportagem.

A ferramenta de espionagem confiava, pelo menos em parte, em uma falha no app de mensagens da Apple, o iMessage. Segundo as fontes ouvidas, esse bug permitia a instalação de um malware, mesmo que o proprietário do iPhone não utilizasse o iMessage, permitindo que os hackers estabelecessem uma conexão com o aparelho. A vítima, no caso, não precisaria cometer nenhuma espécie de falha para que o malware se instalasse.

A Apple declinou pedidos de entrevista da Reuters para falhar sobre a falha explorada no iMessage.

 

 

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