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Desintermediação é foco da nova plataforma digital de investimentos Pi, do Santander
Desintermediação é foco da nova plataforma digital de investimentos Pi, do Santander
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Desintermediação é foco da nova plataforma digital de investimentos Pi, do Santander

Negócio permitirá acesso a produtos de instituições financeiras por meio de um canal digital e com valor mínimo de R$ 50 por aplicação

Déborah Oliveira

14/03/2019 às 15h21

Foto: Reprodução

Quatro meses depois de receber o aval do Branco Central (BC) para operar sua plataforma digital de investimentos, o Santander lançou oficialmente a Pi. Com um nome que faz referência ao Pi da matemática, representado pelos dígitos 3,14, a fintech escolheu justamente o Dia do Pi, celebrado hoje (14/3), para levar a novidade ao mercado.

O negócio permitirá aos clientes terem acessos a produtos de diversas instituições financeiras por meio de um canal digital e com valor mínimo de R$ 50 por aplicação. Felipe Bottino, CEO da Pi Investimentos e nome conhecido desse mercado, contou em coletiva de imprensa que a ideia da fintech é “facilitar a vida do investidor, por meio de uma plataforma transparente e segura”.

Segundo ele, a empresa nasce da união de mundos aparentemente antagônicos: a robustez e a credibilidade do Santander, que investiu valor não revelado no negócio, e a inovação e a agilidade de uma fintech. Ele, contudo, esclarece que a Pi é totalmente independente do Santander.

Bottino conta que o diferencial da Pi é se relacionar com o investidor sem a interferência de agentes autônomos. Ele entende que a empresa chegou depois do que outras com atuação parecida, mas ao analisar o mercado, a Pi encontrou um nicho pouco explorado. “Somos protagonistas do que chamamos de 3ª revolução do investimento, atuando por meio de uma plataforma aberta”, disse.

Para a Pi, o modelo 1.0 é aquele pautado por bancos, que incentivam poupança e consórcio, em um formato bastante conservador. No modelo 2.0 estão os autônomos: quanto menos risco, menos liquidez. A proposta do formato 3.0, a 3ª revolução que propõe a Pi, é de um modelo de investimento simples e transparente.

Investimento gera pontos

O CEO da empresa contou que o objetivo da Pi é apostar na desintermediação e na democratização. No primeiro item, ele explicou que, hoje, a estrutura de remuneração das entidades tradicionais financeiras é direcionar um terço do valor investido do cliente para o gestor, um terço para a corretora e um terço para o agente autônomo. “Como a Pi, não tem a figura do agente autônomo, o valor é revertido em benefícios para o cliente. A forma que encontramos para fazer isso foi reverter o valor em pontos, que podem ser convertidos em dinheiro”, detalhou.

Os pontos gerados variam de acordo com o produto. Em renda fixa, por exemplo, o usuário ganha Pontos Pi sobre o valor de cada aplicação. Já em fundos de investimento, o cliente acumula Pontos Pi de acordo com o saldo calculado diariamente.

Em uma aplicação de R$ 5 mil em um Certificados de Depósito Bancário (CDBs), com vencimento em 2024 de um banco médio, por exemplo, a reversão seria de 2 mil pontos, ou R$ 20. Já em um fundo de R$ 50 mil, com taxa de administração de 2%, em cinco anos será possível resgatar R$ 1,4 mil, equivalente a 140 mil pontos. O resgate de pontos pode ser feito mensalmente.

Por enquanto, estão disponíveis na Pi ativos de renda fixa: CDBs, Letras de Crédito de Imobiliária (LCIs) e Letras de Crédito de Agronegócio (LCAs). Até o final do ano, a empresa espera ampliar o leque de ofertas e contar com título de Tesouro Direto e produtos de renda variável.

No segundo item, o de democratização, Bottino disse que ela acontecerá por meio da gestão de carteiras. A Pi levará para o varejo o acesso a carteiras exclusivas geridas por administradoras de fortuna, até então restritas a clientes com patrimônio acima de R$ 30 milhões. Entre as confirmadas até o momento estão Santander Private Banking, TAG, Indosuez Wealth Management e Vitreo. Até o final do ano, mais quatro nomes serão anunciados, adiantou o executivo.

Não é uma corretora, é um e-commerce

Bottino fez questão de dizer que a Pi não é uma corretora. “É um e-commerce.” Isso porque, explicou, a Pi quer se posicionar como uma loja de investimento para que clientes avaliem e comentem produtos com transparência total. “Não precisa fazer cadastro para acessar. Primeiro degusta, depois cadastra”, contou.

Outro destaque aqui, completou, é o investimento por objetivo. Segundo ele, a construção de uma carteira com objetivo não é normalmente valorizada. Assim, a Pi entende que o mais importante não é comprar um produto A, B, C. “O importante é ter um objetivo correto de investimento.” A apresentação das carteiras, portanto, serão direcionadas por objetivo de vida, como aposentadoria, por exemplo.

Enquanto se preparava para lançar seu serviço, a Pi provou seu modelo com 2 mil pessoas, que agora já são seus clientes. A fintech não revelou estimativas de crescimento para os próximos meses.

Arsenal tecnológico

Para ser inaugurada, a Pi optou por começar com sua base tecnológica totalmente independente do Santander. A empresa não usa o data center da empresa e, de acordo com Isaac Sena, CTO da Pi, a fintech está integralmente funcionando na nuvem.

“A Pi é uma empresa de tecnologia e o fato de nascer agora nos permite ter o estado da arte de tecnologia. Estamos sem legado nenhum e isso permite ter uma cultura ágil”, revelou Bottino. Ele contou que a Pi concentrou grande parte dos investimentos em tecnologia, especialmente para garantir a segurança da informação, item de bastante preocupação atualmente.

Para entender o comportamento do cliente e ter a oferta mais alinhada ao seu perfil, Antônio Miyashiro, CDO da Pi, disse que a aposta será forte no poder dos dados. “Boa parte da nossa inovação começar por aí”, finalizou.

A Pi já está disponível para desktop e deverá ingressar na próxima semana nas lojas do Android e da Apple com o nome “Vem pra Pi”.

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