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Descoberta de cientistas brasileiros pode reescrever história da evolução
Descoberta de cientistas brasileiros pode reescrever história da evolução
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Descoberta de cientistas brasileiros pode reescrever história da evolução

Pesquisadores descobriram ferramentas de pedra lascada, consideradas as mais antigas encontradas fora da África

Da Redação

05/07/2019 às 16h12

Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

A história da evolução humana ganhou um novo e importante capítulo nesta semana. Cientistas brasileiros que integram uma missão ítalo-brasileira descobriram centenas de ferramentas de pedra lascada com 1,9 milhão a 2,4 milhões de anos de idade em um sítio arqueológico no Vale do Rio Zarka, ao norte da Jordânia. Tal descoberta indica que ancestrais humanos estiveram no Oriente Médio - ou seja, saíram do continente africano - muito antes do que se imaginava até então. As informações são do Jornal da USP e foram apresentadas no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP).

A partir dos artefatos descobertos - considerados os mais antigos encontrados fora da África - supõe-se um novo e atualizado fluxo migratório das espécies. Isso porque, o que se acredita agora é que a espécie que teria saído da África pela primeira vez teria sido a Homo Habilis e não a Homo Erectus, como se pensava até então. Esta migração também teria acontecido 500 mil anos antes do estimado. Segundo os cientistas, tais descobertas explicariam uma série de lacunas relacionadas à história dos hominídeos no Cáucaso, China e Indonésia.

Para o pesquisador Walter Neves, professor aposentado do Instituto de Biociências da USP e pesquisador do IEA, não resta dúvida sobre o pioneirismo dos Homo Habilis. De acordo com Neves, a datação dos artefatos jordanianos foi confirmada por três técnicas diferentes, e o Homo habilis era a única espécie de hominídeo que já vagava pela África naquela época, 2,5 milhões de anos atrás. Sendo assim, é o principal e único suspeito. O nome “homem habilidoso” refere-se justamente à sua associação pioneira com a produção de utensílios de pedra lascada.

“Acho que geramos a data precisa de saída dos hominídeos da África”, avalia Neves. Segundo o pesquisador, o novo cronograma se encaixa perfeitamente — no tempo e no espaço — com o de outra descoberta recente, feita por outros estudiosos, que encontraram ferramentas líticas de 2,4 milhões de anos na Argélia, no norte da África, próximo à “porta de saída” para o Oriente Médio.

Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

De acordo com os pesquisadores, além de não restar dúvida quanto à idade dos artefatos da Jordânia, não se questiona que os mesmos foram produzidos por hominídeos, ou seja, não foram resultado de processos naturais. O arqueólogo Fabio Parenti, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), um dos líderes da pesquisa, diz que "há evidências muito claras de lascamento intencional".

Um artigo que detalha as descobertas será publicado neste sábado, 6 de julho, na revista Quarternary Science Reviews. Neves e Parenti assinam o estudo com o geólogo Giancarlo Scardia, da Universidade Estadual Paulista (Unesp – Rio Claro), e o geoarqueólogo Astolfo Araújo, do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, além de colaboradores nos Estados Unidos e na Alemanha, que contribuíram com parte das análises.

 

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