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Campus Party 2019: o que esperar do evento que começa nesta terça (12)

Décima segunda edição muda de lugar, promete Wi-Fi, traz ministro de Ciência e Tecnologia e inaugura área dedicada à carreira e empregos

Carla Matsu

12/02/2019 às 13h45

Foto: Campus Party

A 12ª edição da Campus Party Brasil abriu nesta terça-feira (12) com uma expectativa de reunir até o dia 17 de fevereiro mais de 130 mil visitantes. Destes, cerca de 12 mil são campuseiros, como são chamados os comprometidos participantes que terão como residência, pelos próximos dias, o Expo Center Norte, que sedia pela primeira vez o evento em São Paulo.

A feira tradicional de tecnologia, cultura maker e empreendedorismo promete novidades em sua programação neste ano. Ao todo são mais de 1000 horas de conteúdo e atividades em maratonas que beiram as 24 horas do dia e se distribuem entre palcos principais onde acontecem as palestras magistrais, os palcos para desenvolvedores e makers e empreendedores. Como nas outras edições, a de 2019 também reserva uma área gratuita. Chamada de Open Campus, o espaço aberto ao público abre a partir de amanhã, quarta-feira, 13, das 10h às 20h. No sábado (16), a visitação fica limitada das 10h às 16h. Os fãs de tecnologia que visitarem a Open encontrarão simuladores de realidade virtual e aumentada, poderão assistir a competições de games e testemunhar uma batalha de drones.

Uma das novidades da CPBR12 é um palco dedicado à música. No Campus Music, se apresentarão bandas amadoras dos campuseiros e a vencedora será encubida de encerrar a Campus Party. Segundo Tonico Novaes, diretor da MCI Brasil e responsável pelo evento no Brasil, a ideia de trazer bandas para a Campus Party surgiu na edição passada e vai de encontro com o objetivo de “festivalizar” cada vez mais a Campus Party. Neste ano também será realizada a primeira etapa da liga amadora de eSports, com campeonatos de Dota, CS:Go e Artifact. Todas essas atividades acontecem na área aberta da Campus.

Foco em carreira

A Campus Party assume nesta edição uma dedicação maior à empregabilidade dos jovens ao inaugurar uma área chamada de Campus Jobs. No palco, aberto a qualquer visitante, se revezam palestrantes que darão orientações para quem está em busca de uma vaga de emprego. A programação promete auxiliar o público a organizar suas redes sociais, além de dicas para sair bem em entrevistas de emprego e como melhor se relacionar no ambiente de trabalho. Já na área reservada aos pagantes, há uma série de workshops em tecnologia, criatividade e robótica.

Seguindo o mesmo mote de carreira, outra novidade é o Campus Summit que, segundo a organização, tem como objetivo promover a troca de informações e conhecimento entre os participantes e campuseiros. Uma das palestras do Summit abordará um tema recorrente ao mercado de trabalho do futuro. Sob o tema “Humano como sempre, tecnológico como nunca”, o objetivo é discutir como a tecnologia está impactando as relações e as pessoas. Segundo Novaes, o Summit deve reunir cerca de 550 executivos.

As startups também continuam com espaço cativo na Campus Party 12. A área dedicada a elas, na Open Campus, pode ser um alento aqueles que querem empreender, já que oferece palestras e coloca à disposição do público projetos de 140 startups dos mais diversos setores como educação, agro e saúde.

Economia criativa como inclusão

Francesco Farruggia, presidente do Instituto Campus Party, em coletiva de imprensa nesta terça-feira, ressaltou que a Campus Party também assumirá uma frente dedicada à economia criativa. Tal vocação se reflete no 1º Fórum Brasileiro de Empreendedorismo Social e Periférico. A iniciativa visa promover o compartilhamento, debate e construção de ideias que tratam os mais variados desafios de desenvolvimento social. Workshops, palestras, rodas de conversa integram a programação do fórum que também apresentará iniciativas reais e de sucesso que acontecem no Brasil e no mundo.

“Procuramos com a Campus Party sempre deixar um legado pelas cidades pelas quais passamos e este Fórum não deixa de ser uma forma de procurar soluções para integrar e proporcionar oportunidades para uma periferia que está cada vez mais conectada”, defende Farruggia.

Conexão

A Campus Party é notadamente conhecida por entregar aos seus campuseiros uma internet rápida, mas até então essa conexão estava limitada a cabos. Nesta edição, isso deve mudar. Pelo menos é o que a Use Telecom, responsável pela conexão da Campus Party, promete. Segundo André Costa, CEO da Use Telecom, haverá internet Wi-Fi para frequentadores da Arena. A tecnologia foi testada por meio de um laboratório na edição da CPBR 2018 e a partir desta experiência, considerada bem-sucedida, a Use Telecom passa a entregar conexão ultraveloz sem cabeamento, permitindo ter cerca de 25 mil dispositivos conectados simultaneamente. Além disso, há 6 mil pontos de conexão por cabeamento. A velocidade prometida é de 40Gbps.

Palestrantes

Entre os palestrantes magistrais que sobem ao palco Feel the Future estão Uri Levine, fundador do Waze, Ivair Gontijo, brasileiro engenheiro da Nasa e que integra o projeto MARS 2020, Joana D'Arc Feliz, cientista brasileira e PHD em Química e Chris Moriarity, do Projeto Million Waves. O ministro de Ciência e Tecnologia, o ex-astronauta Marcos Pontes, também é um dos palestrantes da feira.

A programação ainda reserva hackathons para os campuseiros inscritos. A maratona de competição da Visa, que desafio os jovens a repensarem os meios de pagamento, recebeu 260 inscritos e premiará a equipe vencedora com R$ 25 mil.

 

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