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Buscas e GPS foram cruciais para polícia identificar suspeitos do assassinato de Marielle
Buscas e GPS foram cruciais para polícia identificar suspeitos do assassinato de Marielle
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Buscas e GPS foram cruciais para polícia identificar suspeitos do assassinato de Marielle

Investigação cruzou dados de antenas de celulares, histórico de navegação na internet e uma foto para chegar até suspeitos

Da Redação

13/03/2019 às 17h00

Foto: Shutterstock

Dados de localização de aplicativos e o histórico de buscas no Google foram cruciais para a polícia identificar os suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O policial reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz foram presos nessa terça-feira (12), quase um ano após o crime.

Em coletiva de imprensa, o delegado que comandou as investigações, Giniton Lages, reforçou que foi a "quebra de dados telemáticos" e não a intercepção de conversas telefônicas que levou a polícia até os suspeitos. O uso de aplicativos de conversa e o sinal emitido pelos aparelhos foram também determinantes.

Uma vez que o carro e a arma utilizados no crime nunca foram encontrados, a polícia recorreu a sinais de celulares para obter alguma pista. Segundo informações do portal G1, quase 700 GB de dados foram analisados remotamente, sem que a polícia precisasse ter acesso aos aparelhos dos suspeitos.

O trabalho de cruzamento de dados feito pela investigação foi minucioso. Cada celular emite um sinal para antenas espalhadas pelas cidades e cada antena tem uma identificação única, que cobre uma área. Com isso, a polícia rastreou 2.428 torres de rádio base que estavam no trajeto de Marielle e Anderson na noite do crime, desde a Câmara dos Vereadores até o ponto onde houve a emboscada. Investigadores, então, pediram a quebra de sigilo das informações de quais aparelhos estavam conectados a essas antenas. A partir daí, chegaram a um número massivo: 33 mil linhas de telefones. Foi graças a uma imagem dos arredores do último lugar onde Marielle esteve que a polícia conseguiu refinar este número para 318.

Uma câmera de segurança na Rua dos Inválidos, onde a vereadora participava de um evento, captou uma luz no interior de um Chevrolet Cobalt prata, sugerindo que um telefone celular estaria sendo utilizado. A polícia já sabia que aquele era o carro dos suspeitos e, com o horário dessa gravação, passou a focar nos aparelhos que estavam ativos naquela região naquele momento. A partir daí, a polícia conseguiu triangular os sinais captados pelas antenas próximas.

Com a informação que poderia ligar Lessa ao crime, a polícia conseguiu a quebra do sigilo de dados do suspeito. Segundo o delegado, o histórico de navegação de Lessa meses antes do crime, que incluem pesquisas pelo endereço residencial de Marielle e consultas de silenciadores para a arma empregada, provam que a morte de Marielle foi planejada com antecedência.

De acordo com a reportagem do G1, os investigadores pediram quebra de sigilo para as empresas Google, Apple e Microsoft.

 

 

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