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Brasileiros apresentam em Washington projeto escolhido pela Nasa para ir à ISS
Brasileiros apresentam em Washington projeto escolhido pela Nasa para ir à ISS
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Brasileiros apresentam em Washington projeto escolhido pela Nasa para ir à ISS

Projeto de estudantes de 12 e 13 anos levará experimento que testa viabilidade de construção de estruturas sólidas em ambiente de microgravidade

Da Redação

26/06/2018 às 7h27

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Foto:

Na próxima sexta-fera (29), um foguete da empresa americana SpaceX levará à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) um projeto de autoria de estudantes brasileiros de 12 e 13 anos. Batizado de "Cimento Espacial", o experimento testará novas formas de construir e fabricar peças no espaço e foi proposto por estudantes do Colégio Dante Alighieri, da Escola Municipal Perimetral e do Projeto Âncora, de Cotia, colégios da grande São Paulo. 

O time de estudantes venceu um concurso do governo norte-americano e foram os únicos brasileiros entre cerca de 10 mil participantes. Ao lado de estudantes americanos e canadenses, os jovens irão apresentar o projeto a representantes da NASA em Washington, no dia 28 de junho, quinta-feira. As apresentações acontecem no Smithsonian National Air and Space Museum. 

O experimento

Os estudantes brasileiros querem descobrir de que forma a microgravidade afeta o processo de endurecimento do cimento misturado com plástico reciclado e água. 

A hipótese considerada por eles é de que o cimento com o plástico verde irão se comportar de forma semelhante ao que acontece na Terra. Se a hipótese for confirmada, abre-se uma possibilidade de que se tenha no espaço mais equipamentos e estrutura de forma a contribuir com a logística envolvida nas pesquisas espaciais. Ao levantar a viabilidade da produção avançada de objetos no espaço no experimento, o material poderá ser utilizado como matéria-prima. O projeto leva em consideração a colonização de outros planetas, como Marte. 

Para testar esta hipótese, dois tubos iguais foram preparados - um irá à ISS e outro ficará na Terra, para controle. Cada um será dividido em duas partes por presilhas, uma com água e outra com cimento misturado ao plástico verde. A bordo da ISS, o projeto será executado por um astronauta da Nasa. Ao término da expedição (que durará aproximadamente 30 dias), o tubo retornará à Terra e será comparado com o tubo usado como controle.

A apresentação do projeto nos Estados Unidos é a etapa final da Missão XII, uma parceria do colégio Dante Alighieri com a Missão Garatea e instituições parceiras convidadas. É a primeira participação do Brasil no Student Spaceflight Experiments Program (SSEP), programa do Centro Nacional para Educação Científica para Terra e Espaço (NCESSE) que está em sua 12ª edição. 

'Aproximar' o espaço

A Missão Garatea é um dos maiores consórcios espaciais brasileiros da atualidade. Formado por um consórcio de institutos, universidades e empresas, o projeto busca difundir a ciência na sociedade brasileira utilizando o espaço como elemento motivador. Sua principal atividade, um voo de uma sonda lunar agendada para 2021, acabou servindo como inspiração e desdobramento para outras frentes, como projetos educacionais similares à Missão XII. O convênio para a Estação Espacial, em seu primeiro ano, começará a ocorrer anualmente a partir de 2017.

"Quando era pequeno desejava trabalhar no espaço e algumas experiências que vivi foram fundamentais para que eu pudesse seguir este caminho. Por isso, ver tudo o que conseguimos proporcionar a estes alunos é gratificante. Vejo um pouco de mim em cada um deles que agora tiveram uma oportunidade muito rica de experimentação, de descobertas e várias portas que acabaram sendo aberta para que sigam construindo suas histórias de vida. Vejo que estamos em um momento crucial da ciência no Brasil, e despertar o interesse das crianças pela ciência é um processo importantíssimo para garantirmos a continuidade de todo um trabalho exercido no país", argumenta Lucas Fonseca, diretor da Missão Garatea.

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