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Após protesto de funcionários, CEO da Microsoft defende contrato com exército
Após protesto de funcionários, CEO da Microsoft defende contrato com exército
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Após protesto de funcionários, CEO da Microsoft defende contrato com exército

Em entrevista, Satya Nadella disse que empresa não irá negar tecnologia para instituições que protegem a liberdade

Da Redação

26/02/2019 às 10h12

Foto: Shutterstock

Poucos dias após funcionários publicarem uma carta aberta pedindo para a Microsoft encerrar um contrato milionário com o exército dos EUA, o CEO da empresa, Satya Nadella, defendeu o acordo nesta segunda-feira, 25/2, em entrevista para a CNN.

“Tomamos uma decisão baseada em princípios de que não vamos negar tecnologia para instituições que elegemos em democracias para proteger as liberdades que desfrutamos. Fomos muito transparentes sobre essa decisão e vamos continuar tendo esse diálogo (com os funcionários)”, afirmou o executivo à rede americana, durante sua participação no Mobile World Congress, em Barcelona.

Protesto

Na última semana, um grupo de mais de 50 profissionais da empresa de Redmond lançaram uma petição pública criticando o contrato de 480 milhões de dólares que a Microsoft fechou com o exército dos EUA no final de 2018 para o fornecimento de headsets de Realidade Virtual (VR) e Aumentada (AR).

“Não nos inscrevemos para desenvolver armas, e exigimos uma palavra sobre como o nosso trabalho é utilizado”, afirma trecho do documento intitulado “HoloLens for Good, Now War” (“HoloLens para o Bem, Não para Guerra”, em tradução livre), em referência ao headset de realidade mista da companhia.

No texto, endereçado a dois executivos da Microsoft, o CEO Satya Nadella, e o presidente e diretor jurídico Brad Smith, os funcionários pedem o cancelamento do contrato com o exército, o fim do desenvolvimento de tecnologias para armas, a criação de uma política pública deixando tal comprometimento claro, além da criação de um conselho independente para supervisionar a aplicação desta política.

Acordo entre Microsoft e exército

Anunciado em novembro, o acordo prevê que a Microsoft fornecerá protótipos de realidade virtual para o uso em treinamentos e missões de combate, de forma que até 100 mil unidades de headsets HoloLens poderão vir a ser compradas pelo exército, aponta a agência.

Na descrição sobre o programa em questão, o governo norte-americano destaca que o objetivo do uso dessas tecnologias é “aumentar a letalidade ao melhorar a habilidade de detectar, decidir e engajar antes do inimigo”.

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