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Após investigação sobre discriminação, executiva de RH do Uber anuncia saída
Após investigação sobre discriminação, executiva de RH do Uber anuncia saída
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Após investigação sobre discriminação, executiva de RH do Uber anuncia saída

Liane Hornsey ocupava o cargo de chefe do departamento de recursos humanos há 18 meses; Anúncio repentino se deu por e-mail para equipe da companhia

Da Redação

11/07/2018 às 15h49

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Foto:

A vice-presidente de recursos humanos do Uber, Liane Hornsey, anunciou sua demissão do cargo. A notícia foi dada em um e-mail enviado à equipe nessa terça-feira (10). 

Segundo informações da Reuters, a saída de Hornsey acontece após o veículo entrar em contato com o Uber na última segunda-feira (9) para perguntar a respeito de uma investigação anterior não divulgada que indicava que a executiva teria rejeitado sistematicamente queixas internas de discriminação racial. Hornsey ocupava, até então, a cadeira de chefe do departamento de recursos humanos.

Hornsey ocupava o cargo há cerca de 18 meses e se tornou uma das principais porta-vozes do Uber a respeito de assuntos de diversidade e discriminação em um momento que a companhia se viu em meio a uma série de acusações de assédio sexual, discriminação de gênero e uma cultura corporativa tóxica que culminou com a saída do fundador e  presidente-executivo Travis Kalanick.

A Reuters aponta que as alegações levantam dúvidas sobre os esforços do novo CEO Dara Khosrowshahi, de mudar a cultura da empresa depois de assumir o cargo em agosto do ano passado. Khosrowshahi não apresentou motivo para a saída da executiva e a elogiou em um e-mail enviado aos funcionários e visto pela Reuters, como "incrivelmente talentosa, criativa e trabalhadora". Hornsey também não apresentou o motivo para sua demissão.

De acordo com a Reuters, as alegações contra ela e contra o departamento de recursos humanos do Uber foram feitas, de forma mais  significativa, por um grupo anônimo que alega ser de funcionários negros do Uber. Eles afirmam que Hornsey usou linguagem discriminatória e fez comentários depreciativos sobre o chefe global do Uber para diversidade e inclusão, Bernard Coleman, e que ela ainda havia difamado e ameaçado a ex-executiva do Uber, Bozoma Saint John, que saiu da empresa em junho.

"Essa pessoa foi no final das contas a razão por trás da saída (de Saint John) do Uber", disseram funcionários anônimos em um e-mail enviado a Reuters.

 

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