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Análise: Microsoft quer apenas links patrocinados do Yahoo com nova oferta
Análise: Microsoft quer apenas links patrocinados do Yahoo com nova oferta
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Análise: Microsoft quer apenas links patrocinados do Yahoo com nova oferta

Miami - Embora nenhuma das empresas tenha fornecido detalhes sobre possível acordo, publicidade em busca deve ser componente essencial.

IDG News Service/EUA

19/05/2008 às 11h51

Foto:

Os links patrocinados em ferramentas de busca continuam sendo as mais expressivas fontes de renda na publicidade online e são o combustível que leva a receita e os lucros do Google a níveis que deixam a Microsoft verde de inveja.

Dessa forma, embora a Microsoft não tenha fornecido detalhes a respeito do acordo que poderá ser feito com o Yahoo, analistas acreditam que publicidade em ferramenta de buscas deve responder por grande parcela do interesse no negócio. "O acordo deve prever algum componetente ligado à busca", diz o analista de indústria da Sterling Market Intelligence, Greg Sterling.

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O que todos tentam descobrir é como será o acordo. Para Sterling, poderia surgir uma joint venture na qual as duas empresas colocariam seus ativos e criariam uma grande rede de publicidade. Outra alternativa seria um acordo para o Yahoo terceirizar parte de seu negócio de publicidade em ferramentas de busca para a Microsoft, seguindo o modelo que estava sendo negociado pelo Yahoo e pelo Google há algumas semanas.

O que está claro é que desde do dia 03 de maio, quando a Microsoft retirou sua oferta para comprar o Yahoo por 33 dólares por ação, o conselho de gestão e administração do Yahoo vem sendo bombardeado com queixas de acionistas.
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Na semana passada, o investidor bilionário Carl Icahn aumentou ainda mais a temperatura quando anunciou a intenção de substituir todo o conselho diretor do Yahoo. "O Yahoo está sob pressão para apresentar aos acionistas algum acordo, provavelmente com o Google, mas talvez não apenas com o Google, de forma a dar-lhes alguma garantia de valor no curto prazo", analisa.

O diretor de pesquisa da Jackson Securities, Brian Bolan, ressalta que, para os acionistas do Yahoo, a informação de que a Microsoft agora só está interessada em fazer um acordo limitado não é uma boa notícia.

Para ele, é evidente que a Microsoft repensou seu plano de comprar todo o negócio do Yahoo. "A Microsoft olhou para o negócio e chegou à conclusão de que apenas uma parte do Yahoo realmente interessa para ela. Eles não querem duplicar serviços e funcionalidades", pondera.

O que a Microsoft quer e precisa é uma tecnologia de busca melhor e uma monetização de busca mais eficiente. Dessa forma, é claro que a Microsoft está de olho especificamente nos ativos do Yahoo nesta área. No entanto, completa Bolan, qualquer que seja a forma que o acordo ganhe, ele não chegará próximo ao que a Microsoft estava pronta para pagar para adquirir o Yahoo.
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Um acordo limitado com a Microsoft significa que Icahn levará adiante sua idéia de controlar o conselho de administação da empresa, pois, dessa forma, poderá chegar a um acordo de aquisição com a Microsoft. Bolan estima que o valor, neste caso, poderá chegar a aproximadamente 20 dólares por ação. Caso não haja acordo para a aquisição, as ações da empresa cairão, prevê Bolan, que já fez uma recomendação de venda por 17 dólares por ação.

Não é surpresa que vários grandes acionistas do Yahoo venham demonstrando insatisfação com o conselho diretor e administrativo da empresa. O co-fundador e CEO do Yahoo, Jerry Yang, e outros executivos de ponta da companhia tentaram jogar a culpa na Microsoft, alegando que a oferta de 33 dólares por ação nunca foi oficializada por escrito e que a empresa repentinamente encerrou a conversa - quando o Yahoo ainda estava aberto a negociações.

Ao mesmo tempo, Yang também falhou na tentativa de firmar um acordo pelo qual o Yahoo terceirizaria parte de seu negócio de publicidade em buscas para o Google, negócio que daria um impulso significativo às receitas do Yahoo.

As negociações com o Google foram citadas por Steve Ballmer, CEO da Microsoft, como a principal razão que levou à desistência da proposta de compra do Yahoo pela Microsoft. Na visão de Ballmer, terceirizar a publicidade em buscas para o Google enfraqueceria a posição do Yahoo no mercado de publicidade online.

Depois da desistência da Microsoft, seus executivos declararam repetidas vezes que a companhia não estava mais interessada em adquirir o Yahoo, dizendo que a Microsoft pode fortalecer seus negócios na internet por meio de esforços internos. No domingo, a Microsoft reiterou que desta vez não está propondo uma nova oferta para adquirir todo o negócio do Yahoo. No entanto, ressaltou que se reserva o direito de reconsiderar esta alternativa.

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