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Alteração no DNA realizada em gêmeas chinesas pode reduzir expectativa de vida
Alteração no DNA realizada em gêmeas chinesas pode reduzir expectativa de vida
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Alteração no DNA realizada em gêmeas chinesas pode reduzir expectativa de vida

Edição genética feita em duas crianças em 2018, com objetivo de torná-las imunes ao HIV, está associada a menor expectativa de vida

Da Redação

06/06/2019 às 16h04

Foto: Shutterstock

Um novo estudo sobre as primeiras pessoas no mundo que tiveram seus DNAs alterados, duas bebês chinesas, revela que as mutações genéticas podem reduzir a expectativa de vida. Divulgada na revista Nature Medicine, na segunda-feira, a pesquisa alerta sobre os impactos do procedimento realizado pelo Prof. He Jiankui, no ano passado, ao editar os genes das meninas para que elas adquirissem imunidade ao vírus HIV.

O professor utilizou método de edição genética conhecido como CRISPR para inserir uma variante modificada do gene CCR5 (importante para o funcionamento do sistema imunológico, mas também a porta de entrada para o vírus HIV no corpo humano) no cromossomo das meninas ainda no estágio embrionário. O objetivo é que as gêmeas conhecidas como Lulu e Nana, nascidas no ano passado, se tornassem imunes ao vírus.

Na época, o experimento chocou a comunidade médica internacional e levou o governo chinês a exigir que He Jiankui e sua equipe encerrassem esses experimentos. Agora, a pesquisa conduzida pela Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), reforça que o CCR5 tem um papel maior no corpo do que apenas tornar as pessoas vulneráveis ​​ao HIV.

Segundo o estudo, as pessoas com versão modificada do CCR5 têm 20% mais chances de morrer antes de completar 78 anos. "Neste caso, provavelmente não é uma mutação que a maioria das pessoas gostaria de ter", disse o professor Rasmus Nielsen, da UC Berkeley, em entrevista à BBC.

Pesquisadores avaliam que o uso da tecnologia de edição de genes, Crispr, ainda é muito arriscado em crianças. Além disso, a comunidade médica internacional critica a escolha de He Jiankui, uma vez que o HIV hoje pode ser tratado, sem contar que o risco do pai soropositivo passar o vírus para as filhas era consideravelmente baixo.

 

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