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A revolução nos serviços de saúde e o protagonismo das healthtechs
A revolução nos serviços de saúde e o protagonismo das healthtechs
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A revolução nos serviços de saúde e o protagonismo das healthtechs

Toda a iniciativa que facilite a vida dos seres humanos atreladas à tecnologia, será uma tendência cada vez mais forte

Maurício Trad *

01/06/2018 às 9h16

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Foto:

Legenda:

Estudo
realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela
Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou que cerca de
70% dos brasileiros não têm plano de saúde e 56% acreditam que a saúde
pública piorou nos últimos 12 meses. Dentre as constantes reclamações
dos usuários, os grandes aumentos no valor pago lideram o ranking.

Essa situação acabou abrindo um gap que só as healthtechs têm musculatura para suprir: serviços a preços acessíveis e com qualidade garantida. As startups
estão presentes em quase todos os ramos de negócios, com soluções
inovadoras e que facilitam muito a vida da sociedade. Foi assim com a
criação de aplicativos de transporte, pessoas, carga, plataformas de
hospedagem, espaços de coworking e muitos outros. E por que não na área da saúde?

Atualmente,
já é possível agendar consultas a preços acessíveis apenas com um
clique no celular. A tarefa de marcar exames está muito mais simples e
os pacientes têm à disposição serviços de concierge que ajudam na escolha do laboratório mais viável.

A
tecnologia já é aliada na coleta dados clínicos de pacientes com
câncer, trazendo informações, como quais medicamentos estão tomando e
suas reações. Esse exemplo real surge após a Roche, farmacêutica suíça
com 120 anos de história, ter adquirido a startup Flatiron Health,
fundada em 2012, por US$ 1,9 bilhão. O próprio CEO da Roche
Pharmaceuticals, Daniel O'Day, chegou a afirmar que a aquisição vai
colaborar para pesquisas e desenvolvimentos no setor oncológico de toda a
indústria.

Toda
a iniciativa que facilite a vida dos seres humanos atreladas à
tecnologia será uma tendência cada vez mais forte. Outro exemplo é a
gigante Amazon, o marketplace que vende diversos tipos de produtos e insumos. Agora avança no mercado de phamarcy benefit management (PBM) no exterior, criando competência para gerir milhões de vidas em modelos totalmente focados nos pacientes.

Os
exemplos não param por aí. A Apple quer transformar o IPhone em um
prontuário eletrônico pessoal e fazer com que seus milhões de
desenvolvedores disponibilizem aplicativos utilizando estes dados. Já a
Google aperfeiçoa seus softwares por meio de parcerias – em especial
suas competências inigualáveis em inteligência artificial e big data. Um
ótimo exemplo é a Verb, parceria com a J&J, para disponibilizar
cirurgia 4.0 nos próximos anos. O Facebook tem projetos de detecção
precoce de suicídio e recrutamento para estudos clínicos. Já a Microsoft
criou recentemente uma divisão dedicada ao setor da saúde e contabiliza
o maior número de patentes.

Nesse
movimento de mudança nos serviços, quem mais sai beneficiado é a
população, que consegue um aumento na oferta e na qualidade, além da
diminuição dos valores, possibilitando a adesão de maior número de
pessoas, revertendo a situação atual, na qual apenas 24,5% dos
brasileiros possuem planos de saúde, segundo dados da ANS de dezembro de
2017.

 


(*) Mauricio Trad é CEO do Doutor123

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